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A recente censura à propaganda do Banco do Brasil demonstra além de preconceito explícito, uma opção clara do governo Bolsonaro em prejudicar a imagem da empresa. A denúncia é do diretor da Contraf-CUT, Marcello Azevedo. 
“A censura é claramente ideológica pois ao se proibir a difusão de uma ideia alternativa se garante que somente a ideologia dominante seja reproduzida. A propaganda censurada tinha como público alvo os jovens em suas mais variadas manifestações e identidades, público que hoje não só é disputado pelo BB, mas também pelos grandes conglomerados privados e bancos virtuais. Ao censurar um anúncio para este público específico o governo sinaliza claramente que não tem interesse neste segmento, o que favorece claramente a concorrência”, explica o sindicalista. 
Azevedo lembra que a propaganda direcionada aos jovens é uma prática na empresa desde os anos 90. 
“Foram criados espaços específicos para os jovens, em shoppings, cartões específicos e diversas programações culturais voltadas para esse púbico. O próprio patrocínio ao vôlei brasileiro vem desse período, quando foi detectado uma tendência de preferência dos jovens por este esporte, superando, inclusive, o futebol. Dessa constatação que vêm inciativas como o “Circuito Banco do Brasil de Vôlei”. Este investimento rendeu ótimos resultados para a empresa e para o esporte brasileiro”, acrescenta Marcello. 
Obscurantismo 
Para o dirigente sindical, a imagem que ficou da instituição com a censura, não é a da juventude, mas a de uma empresa e de um governo “cinza, de espaços escuros, de um banco feito apenas para idosos, brancos e ricos”. 
O governo sinaliza que o novo, o diferente, o alternativo não tem vez. Sai a juventude e o futuro tão presente no Vôlei de Praia e entra em cena os corredores escuros, pesados e monocromáticos dos porões da ditadura e de ideias que poderiam tranquilamente estar num museu de atrocidades dos Século XX. “Mais uma vez, o governo Bolsonaro demonstra que vai fazer de tudo para favorecer a banca privada em detrimento dos bancos públicos. O Brasil de múltiplas cores, etnias e religiosidades e perspectivas não pode se tornar um país do cinza da penumbra e nem do obscurantismo da noite. O Banco é do Brasil, de todos e todas as opções e modos de viver. Não à Censura”, conclui Azevedo.

A próxima quarta-feira, 1º de maio, Dia do Trabalhador, será de mobilização nacional. Manifestações em todos os estados, convocadas pelas centrais sindicais, vão dar o recado ao governo Bolsonaro de que os trabalhadores não aceitam a aprovação do projeto de reforma. O ato do Rio de Janeiro está marcado para a Praça Mauá. Das 9 às 14 horas os sindicatos colocarão banquinhas para distribuir material explicando em detalhes os sérios prejuízos da reforma para os trabalhadores. A partir das 14 horas até as 17 horas haverá um ato público com grupos musicais.
A reforma é o maior ataque da história aos direitos previdenciários dos brasileiros. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 06/2019, já aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados (CCJ), por 48 votos a 18, no último dia 23, acaba com a aposentadoria integral, aumenta de 8% para 11% o percentual de contribuição previdenciária que passará a ser paga apenas pelo trabalhador, reduz o valor das pensões para 60% da aposentadoria em caso de morte e acaba com o aumento real do benefício do aposentado. O projeto prevê também baixar ainda mais o valor da aposentadoria dos trabalhadores, mas manter como est&at ilde;o os privilégios das altas aposentadorias de políticos, juízes, militares e membros do Ministério Público.
O governo Bolsonaro prepara, ainda, o fim da Previdência Pública, ao prever, num passo seguinte, a criação de um sistema de capitalização. Nele apenas o trabalhador contribuirá para um fundo privado, administrado pelos bancos, para receber sua aposentadoria. O modelo foi imposto pelo ditador chileno Augusto Pinochet, na década de 1980, e jogou na miséria milhares de trabalhadores. Lá, a aposentadoria tem valor inferior ao salário mínimo brasileiro.  
Greve Geral
Pela primeira vez na história, todas as centrais sindicais se uniram na organização deste dia de luta contra a reforma da Previdência de Bolsonaro que acaba com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras. Durante os atos do Dia do Trabalhador, os sindicalistas vão anunciar os próximos passos da luta para impedir a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06/2019, que trata das profundas mudanças nas regras da aposentadoria.
Para a presidenta do Sindicato, Adriana Nalesso, o momento exige uma resposta à altura do ataque de Bolsonaro. “Estas mobilizações são uma preparação para a greve geral a ser convocada pelas centrais sindicais. Por isso a importância da participação dos bancários e demais trabalhadores”, afirmou Adriana. Para Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT, este é momento de ocupar as ruas com o maior número possível de pessoas para darmos o recado ao governo e aos parlamentares que querem acabar com a nossa aposentadoria. Ainda como parte da agenda de mobilizações, explica Sérgio, as centrais já aprovaram a convocaç&at ilde;o de um Dia Nacional de Luta no dia 15 de maio, quando terá início a greve geral dos professores e professoras. 
Reforma aumenta a recessão
Para o dirigente da Contraf-CUT, Marcello Azevedo, o governo Bolsonaro mente ao afirmar que a reforma vai criar empregos. “Ao contrário, a reforma vai aprofundar a recessão ao retirar R$ 1 trilhão da economia nos próximos dez anos. Ao reduzir aposentadorias e pensões vai reduzir drasticamente o consumo, provocando o fechamento de empresas e mais milhões de empregos, ampliando o caos social”, afirmou Marcello. Explica que a reforma só vai servir para beneficiar os bancos, ampliando a previdência privada e garantindo o pagamento de altos juros, através do pagamento da dívida pública”, explicou, acrescentando que nenhum centavo irá para a saúde e educa&cc edil;ão, como vem alegando Bolsonaro, até porque o governo Temer congelou, com apoio de Bolsonaro, o congelamento por 20 anos do investimento público nestes setores. 

 Ao mesmo tempo em que faz de tudo para aprovar a Reforma da Previdência, inclusive liberando R$40 milhões para cada deputado em verbas parlamentares, o governo Bolsonaro parece mesmo seguir a máxima de que é tigrão com o povo e tchutchuca com os banqueiros. A política econômica, que aprofunda a recessão, continua a promover a farra dos lucros de banqueiros e especuladores. Os juros do cartão de crédito tiveram em março deste ano a mais alta taxa desde maio do ano passado, quando estava em 302,7%, chegando agora a 299,5% ao ano.

Os dados foram divulgados na sexta-feira, dia 26 de abril, pelo Banco Central.
A taxa de juros do rotativo regular, aquela que é aplicada quando o cliente paga o valor mínimo da fatura, subiu de 253,9% ao ano em março de 2018 para 281,4%. A alta foi de 27,5 pontos percentuais no ano.
As taxas de juros do cartão de crédito parcelado subiram de 170,4% para 178,4% no ano, alta de 8 pontos percentuais.

Cheque Especial

A taxa de juros do cheque especial ficou em 322,7% ao ano em março, alta de 4,8 pontos percentuais em relação ao mês anterior, quando estava em 317,9% ao ano. Essa é, hoje, a modalidade de crédito mais cara do mercado para a pessoa física.
A taxa do mês passado é a mais elevada desde março do ano passado (324,7%).

Empréstimo Pessoal

Nas operações de crédito pessoal, a taxa de juros ficou em 45,2% ao ano em março, ligeira queda em relação ao ano anterior, quando estava em 45,3%. Em março do ano passado, estava em 46,8%.
No crédito pessoal não consignado, houve queda de 125% para 123,7% na comparação anual. Já no consignado houve queda de 26,1% para 23,6%.
A velha máxima do mercado de que os juros sobem em função do aumento de risco de calote não se sustenta: Dados do Banco Central apontam para recuo na inadimplência nas operações com recursos livres na comparação anual. A porcentagem passou de 4,8% março de 2018 para 3,9% no mês passado. Em relação ao mês anterior, houve estabilidade.
Pessoas físicas seguem com inadimplência mais elevada, de 4,7%. Entre as empresas, o percentual é de 2,8%. 
“O cartel dos bancos no Brasil, mais do que nunca, domina a política econômica, destroçando o setor produtivo e aumentando a recessão e o desemprego. Só banqueiros e especuladores ganham, e faturam cada vez mais, neste país”, critica o vice-presidente do Sindicato, Paulo Matileti. 

Beneficiários do Previ-Banerj devem enviar documentos exclusivamente por email. Pedido foi feito por parlamentares que lutam por direitos de banerjianos

O Sindicato convoca todos os banerjianos beneficiários do PL3213 a enviarem ao Sindicato, exclusivamente pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., dados e a documentação necessária para realizar uma simulação dos valores corrigidos do saque da reserva de poupança e de quanto cada banerjiano tem direito a complementação da aposentadoria do Previ-Banerj a fim de seja calculado o impacto financeiro do projeto aos cofres públicos do Estado. As informações serão colhidas a pedido dos parlamentares que lutam pela aprovação da proposta na Assembleia Legislativa.

“É importante destacar que a coleta desses dados é apenas para que seja realizada uma simulação com o objetivo de fundamentar os argumentos em defesa do projeto. O não envio dos dados não exclui o beneficiário do projeto, assim como, para quem enviar, não garante o direito, que dependerá da derrubada do veto do governo estadual”, explica o diretor do Sindicato, Ronald Carvalhosa.

 Prazo para o envio

 O PL3213 prevê que os antigos funcionários do Banerj que sacaram suas reservas de poupança, possam recuperar seus direitos previdenciários, mediante a devolução dos recursos recebidos, com a devida correção monetária, uma antiga reivindicação dos bancários.  

Confira no quadro abaixo a documentação necessária para a simulação.

O envio só deve ser feito com toda a documentação solicitada. Os beneficiários têm até o dia 31 de maio, impreterivelmente, para enviar a documentação por email.

 

    Documentação necessária para a simulação

    (Enviar para o email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

 

  • Contra-cheque do Banerj de dezembro de 1996
  • Os dois recibos de devolução da reserva de poupança
  • Espelho do INSS de abril de 2019
  • Data de admissão no banco e na Previ-Banerj

*A documentação tem de ser enviada, impreterivelmente, até o dia 31 de maio de 2019

O Banco do Brasil comunicou oficialmente nesta quinta-feira (25) que a decisão de excluir o vídeo de sua campanha publicitária veio após a queixa de Jair Bolsonaro, que ligou para o presidente do banco, Rubem Neves, e questionou o conteúdo apresentado no comercial, de acordo com as informações do colunista do O Globo, Lauro Jardim. Como consequência da reclamação, Delano Valentim, ex-diretor de marketing do banco foi demitido logo em seguida numa decisão de “consenso”, segundo afirma Rubem.

Apenas duas semanas foi o tempo que o comercial do BB foi circulado nas mídias e redes sociais. A propaganda de 30 segundos destaca as características diversificadas dos atores e atrizes que utilizam uma narrativa bem moderna com o objetivo de atrair mais jovens para a abertura de contas no banco.

Mulheres negras com cabelos raspados, loiros, rastafári e até careca aparecem no vídeo, enquanto um homem se faz presente com cabelo rosa, e outro num salão de beleza. A narrativa moderna caracterizara a propaganda, frases como: “faz cara de rica”, “faz carão” e “faz biquinho de ‘vem cá e me beija”’, são destacadas durante grande parte da propaganda.

Atualmente as propagandas do BB vêm competindo com as fintechs, como Nubank e PayPal na disputa pela aquisição maior do público jovem. Atores e atrizes negros, protagonizaram esta campanha publicitária com sete pessoas de catorze totais, representando 50% dos figurantes do comercial. De acordo com a pesquisa da agência Heads e publicado pelo Uol, no Brasil apenas 16% de homens negros marcam presença em comerciais enquanto as mulheres negras somam apenas 11% de aparições.

O projeto de reforma da Previdência proposto pelo governo federal reduz substancialmente o valor dos benefícios previdenciários, retarda o início da aposentadoria e restringe o alcance da assistência social.

Quanto tempo você deverá trabalhar para se aposentar com valor integral? Ou para atingir a idade mínima? Ou para atingir o tempo mínimo de contribuição? Esta ferramenta desenvolvida pelo DIEESE permite que você faça simulações e compare o resultado dos cálculos, segundo a lei atual da Previdência e a partir das novas regras da proposta do governo (PEC 06/2019).

Fique atento a essa discussão e convide os amigos para participar clicando aqui.

 

O Governo Bolsonaro tem um objetivo: impedir que os trabalhadores se organizem e resistam à Reforma da Previdência e ao ataque aos direitos duramente conquistados. E para isso descumpre acordo e tenta impedir que os trabalhadores financiem seu sindicato. A Caixa, o Banco do Brasil e o BNDES anunciaram que não vão mais descontar em folha a mensalidade sindical nem a taxa negocial. Eles se antecipam em aplicar a Medida Provisória (MP) nº 873/2019 que ainda não foi apreciada pelo Congresso e é absolutamente inconstitucional. Prova disso é que mais de 40 entidades já conseguiram liminares na Justiça derrubando os efeitos da MP.

O Sindicato dos Bancários do Rio repudia essa posição dos bancos públicos que deveriam dar exemplo de respeito as trabalhadoras e aos trabalhadores e já ajuizou ação contra a MP. Sabemos que o objetivo é acabar com a representação sindical, enfraquecer os trabalhadores e viabilizar a aprovação de medidas, como a Reforma da Previdência, que vão atingir diretamente os mais pobres. O governo conhece nossa força de pressão e tem medo. Sem argumentos concretos, aposta em medidas inconstitucionais para barrar nossa resistência. Mas isso só nos dá mais disposição para a luta.

A Central Única dos Trabalhadores vai recorrer à Organização Internacional do Trabalho (OIT), denunciando a prática antissindical. A Medida Provisória de Bolsonaro é absurda por impedir a solução para o financiamento sindical dentro da negociação coletiva, com recusa de recolhimento de contribuição em que tanto quem paga quanto quem recebe acordaram o desconto. Além disso, é absolutamente contraditório que a Reforma Trabalhista tenha aprovado que o negociado prevaleça contra o legislado e que agora eles neguem esse princípio. Ou seja: eles mudam o entendimento a respeito das leis de acordo com interesse próprio, de forma inadmissível.

A PLR, a ampliação de licença maternidade e paternidade, Ticket refeição e alimentação, 13º Ticket alimentação, são conquistas que só existem porque estão em nosso Acordo Coletivo, fruto de nossas negociações. Além disso, 1/3 de férias, 13º salário são exemplos de direitos que só foram garantidos com a luta das entidades sindicais juntamente com bancários e bancárias de todo o país. A falência dos sindicatos só interessa aos patrões e ao governo desumano que temos hoje.

Bancárias e bancários reconhecem a importância da representação sindical, somos a categoria com maior índice de sindicalizados: 64%, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Isso é fruto da consciência de que precisamos nos unir para manter nosso sindicato forte e em condições de defender os direitos conquistados. E esse é um momento decisivo. Precisamos nos unir para viabilizar a sobrevivência do sindicato gravemente ameaçada no momento. Imagine a categoria sem nunca mais poder fazer uma paralisação ou uma greve. Imagine um bancário sem apoio jurídico do sindicato no momento de uma demissão ilegal. Imagine como será possível discutir condições de trabalho e índices de reajuste sem os dados que a equipe técnica do Sindicato dos Bancários produz. Imagine uma mesa de negociação em que só os banqueiros estarão representados. Isso é inaceitável.

A defesa do desconto em folha está sendo feita não só pelas entidades sindicais, mas também pelo Tribunal Superior do Trabalho, através do vice-presidente, ministro Renato de Lacerda Paiva, e pela Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB. Se não for analisada pelo Congresso em até 120 dias, a MP perderá a eficácia. Mas não vamos aguardar esse prazo. Já recorremos à Justiça e confiamos que o posicionamento será coerente, garantindo a continuidade dos descontos da Caixa, Banco do Brasil e BNDES.

Este é um momento decisivo, contamos com bancárias e bancários para que nossos direitos sejam preservados. Um governo que não aceita um acordo assinado não merece respeito, faz isso porque quer nos calar, mas não conseguirá. Seguiremos firmes em defesa de nossos direitos, da democracia, contra a reforma da Previdência e em defesa das empresas públicas.

 

Adriana Nalesso, Presidenta Sindicato dos Bancários Rio

Em sessão tumultuada, o parecer da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Reforma da Previdência foi aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados, no fim da noite da última terça-feira (23), dando aval para a continuidade da tramitação da proposta, que segue agora para a comissão especial da Câmara, para então ir ao plenário da Casa, e se aprovado, para o Senado. O parecer do deputado Marcelo Freitas (PSL-MG), favorável à reforma, foi aprovado por 48 votos a 18.

“A decisão é um alerta para os trabalhadores. Se o povo não for às ruas protestar e não entupir as caixas de mensagens dos parlamentares contra o projeto da Reforma, o governo vai conseguir extinguir a Previdência Social e roubar o direito dos brasileiros se aposentarem. Estamos nas ruas mostrando o desastre social desta Reforma e colhendo assinaturas contra o projeto. Nossa categoria tem de participar desta luta, pois todos nós seremos afetados, inclusive quem já está aposentado, pois os benefícios terão seu valor real reduzidos ainda mais”, disse a presidenta do Sindicato, Adriana Nalesso.

 

Reaja agora

 

A Central Única dos Trabalhadores disponibilizou um site para a população calcular quanto vai perder caso a Reforma da Previdência seja aprovada pelo Congresso Nacional. Os números são confiáveis, feitos pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). 

Além disso, há um link para enviar mensagens aos parlamentares e uma cartilha com modelo de abaixo-assinado. O endereço é https://reajaagora.org.br/.

 

Prejuízos para o trabalhador

 

O Sindicato dos Bancários do Rio está com uma banca em frente a sua sede (Pres. Vargas, 502, Centro), após percorrer várias regiões do Centro, para colher assinaturas contra o projeto de Reforma da Previdência. Os sindicalistas estão esclarecendo a população e a categoria bancária dos riscos de aprovação da PEC.

Além de criar uma idade mínima (65 para homens e 62 para mulheres), prejudicando os mais pobres, que começam a trabalhar e a contribuir mais cedo, e terão de continuar no batente muitos anos mais para se aposentar, o projeto reduzirá os valores médios dos benefícios, com o fim da política de aumento real. Aposentar no teto (R$ 5.839,45) será quase impossível. Serão necessários 40 anos de contribuição, quase uma utopia num país em que o desemprego e a rotatividade são altíssimos. Com as novas regras de contratação previstas na Reforma Trabalhista aprovada no governo Temer, que permite, por exemplo, o contrato de trabalho intermitente, em que o empregado só recebe por hora trabalhada e não possui uma série de direitos, como o repouso remunerado, a situação do trabalhador será ainda pior. Este tipo de contratação praticamente impede o brasileiro de se aposentar, pois no período em que o empregador dispensa sua mão-de-obra, o trabalhador terá de bancar o desconto do INSS.

Quem já está aposentado também será atingido. O projeto prevê o fim dos reajustes dos benefícios acima da inflação. Já quem está na ativa, prepare o bolso, caso o governo Bolsonaro aprove a Reforma: as alíquotas do INSS vão subir. Hoje variam de 8% a 11%, dependendo do salário. A nova regra prevê alíquotas que variam de 7,5% a 14%. Ou seja, o brasileiro vai pagar mais para não se aposentar.

 

Capitalização privada

 

Em uma segunda etapa, o projeto prevê o fim do atual sistema de repartição (trabalhador da ativa paga para garantir os benefícios dos aposentados) para implementar um modelo de capitalização privada, em que somente o empregado pagará sua poupança individual de aposentadoria. O empregador não vai contribuir com nada. Já os bancos privados vão ganhar burras de dinheiro com este modelo, que no Chile, criou milhares de idosos miseráveis, levando muitos ao suicídio. O governo chileno teve de rever o sistema e criar uma renda mínima para grande parte da população que ficou sem aposentadoria.

Não tem fórmula mágica. Sem participação, o trabalhador torna-se mais frágil na relação capital e trabalho e vira presa fácil para perder direitos e se submeter a condições ainda mais precárias de trabalho. Mais do que nunca, é fundamental que bancários e bancárias estejam unidos e fortaleçam a luta coletiva da categoria para preservar direitos e até ampliar conquistas. 
Por isso, em todo o Brasil, os sindicatos querem colher a opinião de suas bases para organizar a Campanha Nacional. 
“Nunca foi tão importante os bancários participarem da campanha de sindicalização para fortalecer nossa entidade representativa e a unidade com todos os trabalhadores para derrotarmos os ataques aos direitos trabalhistas, a começar por esta Reforma da Previdência que praticamente obrigará os brasileiros a trabalharem até a morte. Diante de uma conjuntura tão adversa, de ações tão agressivas do governo contra os trabalhadores temos de estar unidos para garantir um futuro digno para a categoria e para todo o povo brasileiro”, alerta a presidenta do Sindicato, Adriana Nalesso. A sindicalista lembra que o acordo de dois anos (2018/220) preservou conquistas históricas da Convenção Coletiva de Trabalho e que será preciso intensificar a luta para manter e proteger estes direitos. 
Diga não à Reforma
O Sindicato continua a campanha para colher assinaturas contra a Reforma da Previdência. Confira em nosso site o calendário dos locais da banca dos bancários. No site https://reajaagora.org.br/, criado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) você pode calcular como fica sua aposentadoria pelas regras atuais e o que muda (para pior, confira) se a proposta do governo Bolsonaro for aprovada no Congresso Nacional. Há ainda um link para você imprimir uma cartilha com explicações sobre as mudanças e um modelo de abaixo-assinado contra a Reforma, além de um link com as atuais posições de deputados e senadores e meios de comunicação para você pressionar o legislativo a barrar o projeto que vai extinguir a Previdência Social e manter os privilégios de militares, juízes e políticos. Ou seja, o governo quer economizar dinheiro punindo os mais pobres e beneficiar ainda mais os bancos, os mais beneficiados com o novo modelo proposto de capitalização de previdência privada. 
É duro dizer, mas não tem saída: diga não à Reforma ou morra trabalhando.

 

Governo Bolsonaro sinaliza que CEF deve puxar o desmonte do estado, através da entrega de estatais e empresas públicas

A privatização da Caixa já começou. O alerta é feito pelo movimento sindical diante das ações e sinalizações nos primeiros 100 dias da gestão do presidente Jair Bolsonaro. Após capitanear a primeira operação de privatização com a venda das ações do ressegurador IRB Brasil Re detidas por um fundo governamental, a Caixa já engatilhou a segunda operação. Desta vez, o alvo é a participação na Petrobrás, a partir dos papéis detidos pelo FI-FGTS. A ideia da equipe do Ministro da Economia, Paulo Guedes, é esvaziar os fundos governamentais, um por um, para desmontar e enfraquecer o banco. Na semana passada, a instituição contratou quatro instituições, além da própria Caixa, para coordenar a operação.
“Está claro que as operações de desmonte são um passo largo do governo para privatizar a Caixa. Convocamos não somente os empregados da Caixa, mas toda a categoria e a sociedade para impedir que uma das mais importantes instituições públicas do Brasil, com um papel social e de desenvolvimento econômico do país, seja entregue a sanha de investidores e especuladores privados”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Paulo Matileti. 
Outros ativos estão com os dias contados segundo informação da própria direção do banco, como a área de seguros, loterias, operação de cartões, imóveis e agências.
O leilão da raspadinha, previsto para ocorrer em 26 de março, foi remarcado para 26 de abril. É a quarta vez que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) adia o certame. Os sindicatos e empregados de todo o país devem fazer reuniões e atividades com a população falando da importância da Caixa. 
“Só a mobilização dos empregados e a pressão popular poderá impedir mais este ataque do governo Bolsonaro contra o patrimônio público e o estado de bem-estar social, como a Caixa, construída há mais de um século, fundada em janeiro de 1861, ainda no Império, por Dom Pedro II, ainda com o nome de Caixa Econômica da Corte. É preciso unidade para resistir”, completa Matileti.

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