Empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal participaram, neste sábado (9), no auditório do Sindicato carioca, do Encontro Regional RJ da Caixa. Durante a atividade, foram debatidos os principais temas que preocupam os trabalhadores da estatal, entre eles o Saúde Caixa, a necessidade de maior transparência e melhorias na promoção por mérito e no descomissionamentos impostos pela empresa, além de melhores condições de trabalho e combate ao assédio moral e sexual.
Desafios no Saúde Caixa
O diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Sérgio Amorim, fez um histórico dos principais problemas enfrentados pelos trabalhadores em relação ao Saúde Caixa. “Temos alguns gargalos no nosso plano de saúde, como a alta da idade média dos usuários e da utilização do plano, a necessidade de melhoria na rede credenciada e, especialmente, a questão do teto de 6,5%, que faz com que os bancários arquem hoje com quase 50% do custeio do plano”, afirmou Serginho.
“É importante lembrar que os empregados precisam se mobilizar para derrubar esse teto e recuperarmos a proporção de 70/30, em que a empresa assume a maior parte dos custos do Saúde Caixa”, acrescentou.
Os bancários também defenderam o avanço de um modelo mais democrático e participativo de gestão do Saúde Caixa, com maior transparência nos relatórios da autogestão e fortalecimento do compromisso do plano com seus usuários. .
Saúde mental
A saúde mental é atualmente a principal causa de afastamentos médicos na categoria bancária. Por isso, além de cobrar melhorias no Saúde Caixa, os participantes do Encontro Regional aprovaram outras propostas que serão levadas ao 41º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), marcado para os dias 17, 18 e 19 de junho. Entre as propostas aprovadas está a implementação de um Programa Nacional de Saúde Mental, com acompanhamento no pós-retorno ao trabalho, possibilidade de realocação do empregado e uma campanha permanente de prevenção ao adoecimento mental.
Assédio moral na Caixa
Um dos principais fatores relacionados ao adoecimento mental da categoria é o crescimento dos casos de assédio moral. Diante dessa situação, os empregados aprovaram propostas para que o banco garanta atendimento psicológico e psiquiátrico às vítimas — custeado pela empresa e fora da rede credenciada do Saúde Caixa — e trate os casos de assédio moral, sexual e organizacional como prioridade.
Endividamento dos bancários
Os juros elevados no Brasil, que impactam trabalhadores e empresas, também afetam a categoria bancária. Para enfrentar esse problema, o Encontro Regional defendeu a criação de mecanismos de proteção aos empregados em situação de endividamento, por meio de apoio financeiro, renegociação de dívidas, acompanhamento psicológico e ações de educação financeira.
Também foram debatidas medidas para garantir que os cursos de formação e capacitação não gerem prejuízos aos bancários e sejam realizados dentro da jornada de trabalho.
Medidas para o fortalecimento da atuação dos delegados sindicais também fizeram parte da puta de debates e reivindicações neste Encontro.

Foto: Nando Neves