CONCENTRAÇÃO NA CANDELÁRIA

Vamos juntos na caminhada até a Cinelândia em defesa do fim da escala 6 x 1

Leitura do parecer do relator na Câmara dos Deputados é transferida para segunda-feira (25), data em que trabalhadores realizarão manifestações em defesa da redução da jornada sem diminuição de salários

O presidente da comissão especial na Câmara que discute o fim da escala 6×1, deputado Alencar Santana (PT-SP), informou na noite da última terça-feira (19) que foi cancelada a sessão do colegiado em que ocorreria a leitura do parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), prevista para acontecer nesta quarta-feira (20). A decisão foi tomada em reunião de Alencar com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Participaram do encontro também, o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e o autor de uma das PECs em discussão, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A leitura do relatório foi remarcada para a segunda-feira (25). No mesmo dia acontecerão manifestações em todo o Brasil convocadas pelas centrais sindicais a fim de pressionar a aprovação da proposta, apoiada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva.

O ato no Rio

No Rio de Janeiro, a mobilização terá concentração na Candelária, no Centro, a partir das 16 horas, seguida de caminhada pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia. O evento contará com apresentações culturais, intervenções políticas de dirigentes sindicais e parlamentares e atividades de mobilização.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro José Ferreira convoca a categoria para participar do ato público em solidariedade aos milhões de trabalhadores que trabalham duro seis dias na semana e só têm um dia para descansar e estar com a família. “Os deputados dos partidos de direita e ultradireita se juntaram para defender os interesses dos grandes empresários e mais uma vez em prejuízo aos trabalhadores. Por isso devemos ir as ruas e pressionar para que aprovem o fim imediato e definitivo da escala 6X1. A participação dos bancários na passeata é muito importante, inclusive para dar fim aos projetos em tramitação que preveem a possibilidade de trabalho aos sábados para a categoria”, afirma Ferreira.

Extrema-direita é contra

Parlamentares de direita e extrema-direita são contra o projeto que reduz a jornada sem diminuir salários e afirmam esta posição publicamente. O Centrão está colhendo assinaturas para um projeto que amplia a jornada de 44 para 52 horas, adia por dez anos o fim da 6 x 1 e permite acordos individuais entre patrões e empregados. Nomes de peso da ultra-direita, como o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) são contra a redução da jornada sem diminuir os salários, medida que irá beneficiar cerca de 14 milhões de trabalhadores e trabalhadoras. Flávio Bolsonaro criticou duramente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6×1. Em coletiva, ele classificou a medida como “eleitoreira”. Seus argumentos seguem a linha do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), que está preso acusado de tentativa de golpe de estado: a de que o trabalhador tem que escolher entre ter direitos ou emprego, ou seja, atendendo o lobby dos grandes empresários, ele propõe maior exploração e precarização do trabalho, com retiradas de direitos previstos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), o que já foi provado com a reforma trabalhista feita pelo governo Michel Temer (MDB-SP), que não gera novos empregos. Como alternativa, Flávio defende a desregulamentação das leis trabalhistas, denominada de “flexibilização” pelos defensores da retirada de direitos, e o pagamento por hora trabalhada, o que pode significar uma jornada ainda maior, de acordo com “negociações individuais”, e na prática, a vontade do patrão e a superexploração do trabalho.

Confira mais detalhes da conspiração da extrema-direita contra a redução de jornada sem diminuição de salários, clicando no link abaixo:

https://bancariosrio.org.br/direita-e-extrema-direita-querem-manter-escala-6×1-e-ate-elevar-a-jornada-de-trabalho/