Sindicato cobra respeito aos bancários nas negociações e melhor atendimento à população

Em semana de rodada com a Fenaban e bancos públicos, entidades sindicais pressionam para mesas de negociações avançarem desde já

Adriana Nalesso e Kátia Branco na atividade do Sindicato, no Meier.

A atividade do Sindicato do Rio no Meier, pelo Dia Nacional de Luta, contou com total apoio das bancárias e bancários e da população. Nas agências, muitas filas, inclusive nos caixas eletrônicos.
Clientes reclamam

Os dirigentes sindicais denunciam que os bancos criam dificuldades para o atendimento presencial. Quem mais sofre são os idosos, que têm dificuldade de acessar as plataformas digitais. Os clientes se queixaram dos bancos.
“Eu tenho dificuldade de acessar meu banco pelo celular e isso acontece com a maioria dos idosos. Os bancos fecham agências e as que ficam abertas estão lotadas, além de termos de fazer deslocamentos maiores por causa de muitas agências que foram fechadas”, criticou a idosa Jurema Soares.

638 municípios sem agência

A presidenta da Federa-RJ (Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores do Sistema Financeiro do Estado do Rio de Janeiro), vice da CUT-RJ, Adriana Nalesso, fez uma avaliação do ato público. “A atividade é muito importante para dialogar não apenas com a categoria bancária, mas também com clientes e usuários. Os bancos ampliam cada ano a sua lucratividade e em contrapartida, o que trazem para a sociedade? Fechamento de agências e demissão de bancários”, criticou.
“A luta da nossa categoria não é apenas pelos nossos direitos, mas defendemos um atendimento digno para a população. Estamos vivendo um momento desafiador, mas vamos lutar e resistir”, acrescentou Adriana, lembrando que um estudo do Dieese revela que o sistema financeiro deixou cerca de 638 municípios sem nenhuma agência bancária.

Bancos públicos

O diretor do Sindicato Júlio Cesar Castro, funcionário do Banco do Brasil, lembrou que a situação dos bancos públicos não é diferente do setor privado. “Infelizmente, os problemas dos bancos públicos são os mesmos dos privados. O que estão fazendo com a população é uma vergonha, estão empurrando as pessoas para as fintechs, agiotas e até falsários. Eles alegam que os clientes não estão utilizando as agências presenciais. Claro, os bancos estão tirando caixas e até os postos eletrônicos nas unidades”, explicou, criticando ainda o endividamento da população brasileira em função dos altos juros.
“Um banco público existe para atender a população. A Caixa vai na mesa de negociação para dizer que a empresa não está fechando agências, mas na verdade estão transformando estas unidades em agência digital. Tem gente que não tem habilidade para acessar as plataformas e essas pessoas precisam ser acolhidas”, afirmou o diretor de Administração do Sindicato, Rogério Campanate, que é empregado da Caixa.

Uma cliente idosa cansou de esperar no Bradesco: bancos desrespeitam a população e exploram os bancários