A primeira rodada de negociação do Comando Nacional dos Bancários com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) acontece nesta quinta-feira (2 de julho), quando deverá ser definido o calendário das reuniões temáticas que tratarão das reivindicações da categoria. A pauta, aprovada na 28ª Conferência Nacional, foi ratificada pelos bancários em assembleias realizadas em todo o país.
Este ano, a participação da categoria nas atividades de mobilização dos sindicatos é ainda mais relevante, já que estará em jogo, a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho.
Principais reivindicações
Entre os principais eixos da campanha estão: reajuste com 5% de aumento real nos salários e nas demais verbas, como PLR; vale-alimentação (VA) e vale-refeição (VR); fim das metas abusivas, do assédio moral e do adoecimento da categoria; manutenção do atual modelo de PLR (percentual do salário, parcela fixa e adicional); preservação dos direitos conquistados; manutenção da mesa única de negociação e da Convenção Coletiva de Trabalho para toda a categoria; defesa do emprego bancário; fortalecimento dos bancos públicos; e distribuição mais justa dos ganhos gerados pela tecnologia, com o fim do monitoramento excessivo no teletrabalho e respeito à privacidade dos trabalhadores.
O presidente do Sindicato do Rio de Janeiro José Ferreira falou sobre os temas que começam a ser debatidos na mesa de negociações de hoje, com os bancos.
“Hoje começam as negociações das cláusulas sociais, dentre elas a jornada de 4 dias, o teletrabalho, direitos das pessoas com deficiência e segurança bancária”, explicou.
Dados da RAIS 2025 (Relação Anual de Informações Sociais) demonstram que os bancos não tem cumprido o mínimo de 5% de PCD e reabilitados. “Os dados são o retrato da crueldade dos bancos onde o número de desligamentos tem sido maior que o número de pessoas contratadas”, acrescentou Ferreira. O dirigente defendeu ainda, a redução da jornada de trabalho para 4 dias semanais, que possibilitará a diminuição do adoecimento e a melhoria de produtividade e qualidade de vida dos bancários. “Os lucros dos bancos não podem ficar acima de tudo”, completou Ferreira.
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