Na plenária virtual dos empregados da Caixa Econômica Federal, realizada nesta quarta-feira (2/9), com mais de 400 pessoas, a diretoria do Sindicato indicou a rejeição da proposta feita pelo banco à Comissão Executiva dos Empregados (CEE) para a renovação do acordo específico, bem como a deflagração de greve por tempo indeterminado, a partir do dia 10 de setembro. O indicativo será votado na assembleia virtual dos empregados, através do VotaBem, a partir das 19 horas desta quinta-feira (3), até as 19 horas de sexta-feira.
Para votar na assembleia basta clicar no link https://bancarios.votabem.com.br/votacoes. O Sindicato vai definir as estratégias da greve, como a realização de assembleia presencial de preparação do movimento.
O presidente do Sindicato, José Ferreira, e o diretor da entidade e membro da CEE, Rogério Campanate, explicaram que a partir do momento da aprovação da rejeição, o banco será procurado para negociar avanços na proposta de acordo.
“A demanda dos empregados da Caixa tem como uma das prioridades melhorias na qualidade e sustentabilidade do Saúde Caixa. A Caixa formulou uma proposta que contraria alguns dos pilares que defendemos e isso causou bastante insatisfação o que nos levou a propor a rejeição da proposta nas condições em que foi apresentada”, afirmou Ferreira.
Ambos frisaram que a participação dos empregados na greve é o que vai definir o avanço das negociações. “Não basta apenas aprovar a greve. Mas fazer com que ela aconteça e seja forte para que alcancemos uma melhor proposta”, afirmou Campanate. A alegação do banco para não atender à reivindicação dos empregados de fim do teto de 6,5% dos gastos com saúde e do retorno da relação 70/30 foi o defeso eleitoral.
O modelo apresentado pela Caixa para a cobertura do déficit do Saúde Caixa modifica a forma de cobrança em relação ao acordo atual. Segundo a proposta, para os empregados da ativa a contribuição passa a variar de acordo com a idade do titular e de cada dependente, significando reajustes nas mensalidades.
A Caixa informou que as medidas propostas para os usuários representam aproximadamente R$ 190 milhões adicionais em 2026, enquanto o banco afirmou que colocará cerca de R$ 543 milhões para ajudar no equacionamento do resultado do plano neste ano, inclusive por meio de medidas extraordinárias.
Para o Sindicato a proposta tem que aportar mais recursos e não sobrecarregar ainda mais os usuários, que com os reajustes das mensalidades tornam sem efeito o aumento real da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 0,6% além da reposição da inflação de um ano. Outro ponto de discordância é o estabelecimento de metas para o pagamento da PLR Social, já rejeitada em mesa pela CEE.