JÁ ESTÁ NA HORA, BB!

Expectativa de funcionários é a de que o Banco do Brasil apresente propostas na negociação desta sexta-feira (14)

Direção da empresa ainda não trouxe propostas concretas para a representação dos trabalhadores

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil voltam a cobrar respostas da empresa para as reivindicações do funcionalismo na mesa desta sexta-feira (14) Foto: Contraf-CUT

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) volta a se reunir com a direção do banco nesta sexta-feira (14), em São Paulo. A expectativa é de que a direção do BB apresente propostas concretas para as reivindicações dos trabalhadores na Campanha Nacional 2026.

Até agora, nada

A CEBB vai cobrar respostas concretas às demandas apresentadas na rodada de negociação do último dia 5 de agosto. Até o momento, assim como ocorre na mesa geral da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), a direção do BB praticamente não avançou nas negociações.

A pressão dos bancários e bancárias aumentou nesta semana, com as atividades do Dia Nacional de Luta, que tiveram forte adesão da categoria e apoio da população.

Reivindicações dos funcionários

Os sindicatos cobram avanços em temas como aumento do piso salarial, melhorias no PCS/PCR, Cassi, fim das metas abusivas, isonomia para funcionários egressos e manutenção dos caixas e das agências para garantir o atendimento à população.

A contratação de novos funcionários por meio de concurso público para enfrentar a sobrecarga de trabalho tornou-se uma urgência. As agências estão funcionando com contingente mínimo de empregados e, em muitas unidades, sequer há funcionários suficientes para garantir a abertura das portas e o atendimento adequado aos clientes.

Durante as atividades de mobilização realizadas no Rio de Janeiro, dirigentes sindicais constataram a gravidade da situação, inclusive em agências de Botafogo e Ipanema.

O problema prejudica a população, o que é ainda mais grave por se tratar de uma empresa pública, e também sobrecarrega os bancários que permanecem nas agências. Ao mesmo tempo, as metas abusivas continuam sendo cobradas de todos os trabalhadores do banco.

Como o país está em período eleitoral, o BB não pode realizar novos concursos neste momento. No entanto, preocupa a categoria o fato de a direção da empresa ter sinalizado, durante a mesa de negociação, que “tão cedo não haverá novos concursos”.

“A data-base se aproxima e esperamos que o banco traga, finalmente, propostas concretas às nossas reivindicações. Os funcionários do Banco do Brasil estão esperando respostas que valorizem a categoria e reconheçam a importância do trabalho que realizam todos os dias”, afirma a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes.

O diretor executivo de Bancos Públicos do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e membro da CEBB, Alexandre Batista, representante da base da Federa-RJ nas negociações, falou sobre as expectativas para a rodada desta sexta-feira.

“É imprescindível que o Banco do Brasil comece a trazer devolutivas concretas e assertivas diante das propostas apresentadas. O adoecimento exponencial em função das metas excessivas, o acúmulo de funções, a pressão e as disparidades na remuneração, que acabam causando endividamento em muitos colegas, são temas que precisam ser tratados com muita atenção pelo banco”, afirmou Alexandre.