Na sexta-feira passada (14/8) aconteceu a sexta rodada de negociações entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) e a representação da Caixa Econômica Federal. Mais uma vez o banco deixou de trazer respostas aos itens da minuta de reivindicações para a renovação e ampliação do acordo específico.
Caixas e tesoureiros
Com relação ao e-mail do processo seletivo enviado aos caixas e tesoureiros, a CEE defende prover novas funções para estes segmentos, tendo em vista a redução das autenticações, para que não haja perda de renda. “É fundamental que estas decisões sejam debatidas com os sindicatos. Os funcionários entraram em contato conosco para pedir orientações e não tínhamos qualquer dado a respeito. Consideramos este fato um desrespeito à mesa de negociação. A Caixa pediu desculpas e suspendeu este processo da consulta aos empregados até o fim das negociações”, explica Campanate.
Promoção por Mérito
No item sobre a promoção por mérito a proposta inicial da Caixa era de que o empregado tinha que fazer 20 cursos para conseguir os dois deltas e ainda obter a excelência no Alcance.Caixa. A CEE reivindicou a retirada destas metas porque o alcance delas não depende apenas do empregado, mas também do cliente. Os dirigentes querem que os deltas sejam pagos a partir de janeiro. A Caixa propôs baixar o número de cursos para oito para obter os dois deltas, retirando, também, a exigência do Alcance.Caixa. Com isto, os deltas serão pagos em janeiro, já em 2027 e 2028.
Saúde Caixa
No Saúde Caixa, o banco apresentou mais uma proposta inaceitável e que mais uma vez calcula o déficit para os empregados pagarem. A Caixa propôs elevar o limite de comprometimento familiar dos atuais 7% para até 12% da remuneração-base, além de estabelecer cobranças por faixa etária e 13 contribuições anuais, considerada indecente pelo CEE-Caixa e o movimento sindical.
Os sindicatos defendem a ampla participação dos empregados e empregadas na greve de 24 horas desta quinta-feira (20).