Em 2026, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) mantém a choradeira de sempre na mesa de negociação com o Comando Nacional dos Bancários. Itaú, Bradesco e Santander registraram um lucro líquido conjunto de R$ 45,4 bilhões no primeiro semestre deste ano, uma alta de 7,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. No Itaú, os ganhos cresceram 9,1% e no Bradesco o salto do lucro foi ainda maior: 16,2% em relação ao ano anterior.
BB e o calote do agro
O Banco do Brasil lucrou R$ 7,3 bilhões no semestre. A queda de 34% no faturamento tem explicação: a inadimplência do agronegócio, setor cujo faturamento chega a casa dos trilhões. O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro somou R$ 3,20 trilhões em 2025, registrando um crescimento de 12,2% em relação ao ano anterior.
Reivindicações justas
O BNDES teve um resultado semestral de R$ 14,9 bilhões (considerando alienações), apresentando um crescimento de 12% sobre 2025.
“Com tanto faturamento, os bancos não têm porque negar as reivindicações, nem na mesa geral com a Fenaban, nem em relação aos acordos específicos de cada banco. Atender a categoria e conceder aumento real, uma PLR justa, aumento nos tíquetes, conter o fechamento de agências e as demissões e o adoecimento por metas, são reivindicações justas e possíveis. Os bancos precisam valorizar quem constrói os seus lucros”, ressalta o diretor do Sindicato, Geraldo Ferraz, que é funcionário do Bradesco.