A rodada de negociação específica entre o Sindicato e o BRB realizada nesta quinta-feira (30) terminou sem avanços nas cláusulas relacionadas à previdência e saúde. O banco rejeitou integralmente as propostas apresentadas pelo movimento sindical para esse bloco, frustrando as expectativas dos empregados em um momento marcado por forte desgaste emocional e incertezas vividas pela categoria.
As cláusulas discutidas tratam de temas fundamentais para a proteção, a qualidade de vida e o bem-estar das trabalhadoras e dos trabalhadores do BRB. Além disso, parte das reivindicações não teria impacto financeiro para a instituição, o que torna a negativa ainda mais preocupante.
Para o Sindicato, a decisão evidencia uma contradição entre o discurso adotado pela nova diretoria do banco e a prática apresentada na mesa de negociação. Desde o início da nova gestão, o BRB tem afirmado que a valorização das pessoas é um dos pilares de sua administração. Entretanto, ao rejeitar justamente as propostas voltadas à saúde e à proteção dos empregados, o banco transmite uma mensagem incompatível com esse compromisso.
“O discurso de valorização das pessoas precisa ser acompanhado de atitudes concretas. Não é possível afirmar que as pessoas estão no centro da gestão e, ao mesmo tempo, negar avanços em cláusulas que protegem a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, especialmente em um período de grande pressão psicológica vivida pelos empregados do BRB”, destacam os representantes sindicais.
O Sindicato reforça que continuará defendendo as reivindicações da categoria nas próximas rodadas de negociação e intensificará a mobilização dos bancários para que o banco reveja sua posição.
Valorizar pessoas exige mais do que palavras. Exige compromisso, diálogo e disposição para construir soluções que reconheçam o papel estratégico das trabalhadoras e dos trabalhadores na reconstrução da confiança e do fortalecimento do BRB.