É HORA DE AUMENTAR A PRESSÃO

Assembleia Geral dos Bancários decidirá, na segunda (17/8), se rejeita a proposta da Fenaban e sobre paralisação no dia 20 de agosto

Saiba como participar da assembleia e da plenária de esclarecimento, ambas na segunda-feira. Proposta dos banqueiros acaba com direitos contidos na Convenção Coletiva de Trabalho.

Comando Nacional dos Bancários na mesa única de negociação com a Fenaban. Foto cedida pela Contraf-CUT.

A categoria bancária fará, na segunda-feira (17/8), uma Assembleia Geral virtual para decidir se rejeita a proposta feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) – na última quinta-feira (13/8) –, que retira direitos; e aprovar uma paralisação no dia 20 de agosto para fazer com que os bancos avancem na mesa de negociação.  A assembleia será em duas fases: às 18 horas, haverá uma plenária pelo Zoom que vai tirar dúvidas em relação à proposta e debater a paralisação nacional do dia 20 de agosto; e, das 20 às 23 horas, a votação propriamente dita sobre estes itens, de forma virtual pela plataforma Vota Bem.

Participarão bancários de bancos públicos e privados, já que a mesa de negociação entre o Comando Nacional da categoria e a Fenaban é única e tem como objetivo a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), válida para todos os setores da categoria.

Como participar

– Para participar da plenária virtual de esclarecimentos, basta clicar no link do Zoom: (https://us06web.zoom.us/j/82996243545?pwd=9tVMp9STRaYRobUnS70XbHmwEfFn3x.1).

– Para votar na assembleia, basta clicar no link do VotaBem: http://votabem.com.br.

Fenaban quer cortar direitos – Na negociação desta quinta-feira, os banqueiros representados pela Fenaban, propuseram ao Comando Nacional dos Bancários pagar pisos diferenciados por bancos e reajustar os tíquetes refeição e alimentação também de forma diferenciada, elevando em alguns estados e congelando por um tempo o valor em outros. A ideia é conceder valores inferiores, em cidades de estados menores.

Desta forma, atacam a Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários, acabando com o direito garantido há décadas a pisos e reajustes únicos para a categoria em todo o país, arrochando os salários. A proposta causou indignação e revolta entre os membros do Comando Nacional dos Bancários, tendo sido rejeitada em mesa.

Com isto, em nova reunião, o Comando decidiu convocar uma assembleia virtual nacional da categoria bancária no dia 17 de agosto, orientando pela rejeição da proposta e pela aprovação de uma paralisação nacional no dia 20 de agosto. A votação da assembleia será das 20 às 23 horas. Uma plenária virtual para explicar a proposta e sua rejeição será realizada um pouco antes, no próprio dia 17, às 18 horas.

Para o Comando é urgente que a categoria participe em peso da paralisação a fim de mostrar a sua insatisfação com a proposta de corte de direitos feita pela Fenaban. A orientação é que as assembleias rejeitem em peso o que os bancos propuseram e que a categoria faça uma forte paralisação, para que as negociações avancem na direção de uma proposta que respeite os direitos da categoria e contemple as reivindicações apresentadas.

O Comando avalia que os banqueiros não querem aumentar o custo, mas simplesmente usar o mesmo valor pago hoje com os vales. Lembra  que o setor bancário lucrou R$ 174 bilhões ano passado, não havendo sentido apresentar uma proposta rebaixada.

A coordenadora do Comando, Juvandia Moreira, presidente da Contraf-CUT indagou: “Por que não tirar dos altos executivos, então, para pagar o reajuste que a categoria bancária exige e tem de direito?”, lembrando que a remuneração média per capita anual paga à diretoria estatutária dos três maiores bancos privados do país chegará a R$ 12,5 milhões em 2026. “Esse valor é mais de 120 vezes superior à remuneração anual de um escriturário, considerando salário, 13º, férias, tíquetes e PLR. É uma diferença salarial que mostra onde os bancos estão escolhendo concentrar a renda”, ressaltou.