EFEITOS DO EL NIÑO

Fenaban nega fechamento mais cedo de agências, mas Sindicato consegue liberação de parte dos funcionários em alguns bancos

Pedido do movimento sindical ocorreu em função das previsões de vendavais e alertas feitos pela Defesa Civil e as prefeituras

O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e a Federa-RJ (Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro) solicitaram aos bancos o encerramento do funcionamento das agências mais cedo nesta sexta-feira (7), em função das previsões de vendavais e chuvas fortes, efeitos do fenômeno El Nino. A proposta inclui a instalação de um Comitê de Crise para eventos climáticos que surgiu da demanda do Sindicato de Petrópolis em função das chuvas que voltaram a atingir a região.

Apesar da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) recusar a proposta do movimento sindical de liberar os funcionários mais cedo, o Sindicato do Rio de Janeiro conseguiu que alguns bancos liberassem parte de seus funcionários antes do horário normal de funcionamento.

“O sindicato está atuando a fim de sensibilizar os bancos para que sejam tomadas medidas que garantam a segurança dos bancários e bancárias”, explicou o presidente do Sindicato José Ferreira.

Fenaban foi insensível 

Dentre outras alegações, a Fenaban informou que houve um aumento na demanda de clientes e usuários, por conta de que a previsão é a de que neste sábado (8), a situação dos vendavais seja ainda pior e que por isso, não aceitou o pedido dos sindicatos.

Afirmou também “que fora as escolas públicas e parte do setor público, todos os demais agentes econômicos estão funcionando normalmente e que, por isso, entendem que os bancos nao devem encerrar mais cedo o atendimento”, justificativas que não convenceram os dirigentes sindicais.

Tentativa de home office 

Ante a recusa, a representação dos trabalhadores solicitou que os bancos orientassem os gestores a liberarem ao menos parte dos bancários e bancárias para prosseguirem trabalhando em casa, em sistema de home office, o que também foi recusado pela Fenaban.

Ao final, a Fenaban aceitou a criação de um protocolo de ação para os eventos climáticos para novos casos, inclusive com a instalação do Comitê de Crise para eventos climáticos pedido pelo Sindicato de Petrópolis.