CAMPANHA NACIONAL 2026

Acordo específico da PLR dos funcionários do BNDES é assinado

Representação dos empregados quer debater mudanças no modelo da participação nos lucros, com a desvinculação da verba às metas, o que será tratado nas próximas reuniões

O diretor do Sindicato do Rio Alexande Batista (quarto da esquerda para a direita), tendo ao lado do vice-presidente da Contraf-CUT, Vinícius de Assumpção, durante a solenidade de assinatura do acordo específico da PLR dos empregados do BNDES

Foi assinado nesta segunda-feira, 3 de agosto, no Rio de Janeiro, o acordo específico dos funcionários do BNDES (Banco de Desenvolvimento Econômico Social) com a direção da empresa.

A proposta havia sido aprovada em assembleia, com 95,05% dos votos, realizada no dia 15 de julho, quando foi aprovada também, uma contribuição negocial de 1,5% com teto de R$ 350, principal instrumento de financiamento das entidades sindicais, diante dos custos de manutenção, pesquisa e estrutura para as campanhas salariais.

Desvinculação das metas 

O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e a Contraf-CUT reconhecem os avanços do acordo da PLR, mas defendem mudanças no atual modelo, que é vinculado às metas.

“Este acordo da PLR foi construído ao longo de algumas reuniões. Conseguimos alguns avanços, importants, mas temos ainda alguns ajustes a fazer, principalmente no sentido a participação nos lucros possa ter valor fixo e não calcado em cima de metas como é atualmente, a fim de proteger o funcionalismo em caso de uma conjuntura adversa, questões que debateremos em outra rodada de negociação”, disse o diretor executivo de Bancos Públicos do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Alexandre Batista, que representa a base da Federa-RJ nas negociações do BNDES.

Antecipação da PLR

Alexandre Batista destacou ainda que é importante também que a direção do banco faça o que já ocorre nos demais bancos, que é antecipação de uma parte da PLR semestralmente, para evitar a demora no pagamento da verba, o que vem acontecendo no BNDES.

O vice-presidente da Contraf-CUT, Vinícius de Assumpção, concorda que o acordo é positivo, mas que é preciso mudar o modelo da PLR, atualmente vinculado às metas.

“Mantivemos o teto da PLR que havíamos conquistado de 3 para 4,5 salários, mas precisamos mudar este modelo vinculado às metas, o que abre espaço para o assédio moral nos locais de trabalho e representa um risco caso mude a conjuntura no país, como ocorreu no passado, em que alguns setores receberam uma PLR diferenciada e outros não, por isso entendemos que este modelo não é correto” avaliou Vinícius.

Manutenção das cláusulas

Após a assinatura do acordo da PLR, a representação dos empregados defendeu a manutenção das cláusulas do atual Acordo Coletivo, sem a retirada de nenhum direito conquistado. “Vamos avançar também em novos eixos das reivindicações nas próximas reuniões”, explica Alexandre Batista.

As próximas rodadas de negociação serão nesta sexta-feira (7), às 11h e na segunda-feira (10), às 17 horas.

Acompanhe aqui em nosso site, todos os detalhes das negociações desta Campanha Nacional.