Diversos sindicatos vão participar com suas barraquinhas, na sexta-feira (24/7), das 10 às 18 horas, de mais uma edição do Festival da Comunicação Sindical e Popular, na praça da Cinelândia, que acontece todo o ano para lembrar o comunicador popular Vito Gianoti, falecido na mesma data em 2015. O tema de 2026 é “A comunicação popular e sindical na batalha das ideias”.
Em sua barraca, o Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro prestará homenagem a dois profissionais que trabalharam durante décadas na entidade: o ator Marco Hamelin, diretor da Cia de Emergência Teatral, e o chargista Júlio Mariano, que ilustrou o Jornal Bancário e o site do Sindicato. Com sua arte, Mariano e Hamelin marcaram a história recente da entidade sindical bancária e ajudaram na área de Comunicação com bancários e clientes.
Marco Aurélio Hamelin (falecido em 20 de julho de 2021), foi ator, diretor, produtor, autor e figurinista. Trabalhou no Sindicato nos anos 1990 e 2000. Criativo, genial, brilhante, com a alma do mais nobre espírito circense, Hamelin foi premiado com o Troféu Mambembe de melhor ator, uma das mais importantes premiações do teatro brasileiro. Criou a Companhia de Emergência Teatral, com um elenco talentoso que realizava peças e esquetes (cenas breves do gênero de humor) do Sindicato, sempre com uma crítica política afiada e bem-humorada.
Dirigiu peças relevantes, como “A Prostituta Respeitosa”, escrita por Jean-Paul Sartre, na década de 40; “Os Men The Sá”, com direção musical de Celso Branco e “Pobre Menina Rica – uma cantata”, inspirada no musical de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes. Como ator participou, de peças como “Nicolau Grande e Nicolau Pequeno”, do autor dinamarquês Hans Christian Andersen, criador do clássico infantil “O Patinho Feio”, além de “Casa de Cômodos”, “O Tempo”, “As confusões de João Minhoca” e tantas outras obras nos palcos do país.
Julio Mariano, chargista nascido em Colatina (ES), partiu em 2 de junho de 2021 aos 71 anos. Um dos mais talentosos do universo da charge e da caricatura, trabalhava na Imprensa do Sindicato dos Bancários do Rio. Se consagrou no Pasquim, jornal que com humor afiado foi um dos mais importantes veículos de comunicação de resistência à ditadura militar e também no Jornal do Brasil, onde começou substituindo Ziraldo. Trabalhou também no Globo, na Revista Cadernos do Terceiro Mundo e no Jornal Última Hora.
Foi premiado, em 1982, no Salão de Humor de Piracicaba, no Salão de Humor de Teresina e conquistou o prêmio Carlos Drummond de Andrade no salão comemorativo dos 80 anos do poeta, em Itabira (MG). Foi pioneiro na animação de charges no país, com trabalhos na TV Bandeirantes, marcando história na apresentação de suas animações na Conferência Nacional dos Bancários, num trabalho exclusivo que fez para a campanha salarial da categoria. É o criador do ‘Chargeonline”, o maior arquivo digital de charges do jornalismo brasileiro.