Por 519 votos (95.05%) a 25 (4.58%), e duas abstenções (0.37%), foi aprovado em assembleia virtual dos empregados do BNDES, que terminou às 23h55 de quarta-feira (15/7) o acordo específico da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Em uma transmissão on line pouco antes, para explicar detalhadamente a proposta de acordo, o vice-presidente da Contraf-CUT, Vinícius Assumpção, ressaltou a importância da discussão do modelo de pagamento da PLR, que hoje é pautada exclusivamente em atingimento de metas.
Alexandre Batista, diretor da Secretaria de Bancos Públicos do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, complementou afirmando que um modelo que contemple uma parcela fixa e outra com base em atingimento de metas, diminui os riscos e traz mais segurança ao corpo funcional. “Lembrando ainda que outro pedido já formalizado em mesa é a possibilidade de antecipação de parcela da PLR, a exemplo dos demais bancos, que fazem o pagamento em duas parcelas, o que minimiza o postergamento desse acerto”, argumentou.
Fernando Newlands, presidente da AFBNDES, falou da necessidade de manter, de forma permanente, a mesa de discussão da PLR. “Isso é fundamental para que possamos construir juntos a próxima proposta, diferentemente do modelo atual, cuja proposta já chega pronta, sem muito espaço de construção”, ponderou.
A assembleia aprovou, ainda, uma contribuição negocial de 1,5% com teto de R$ 350, principal instrumento de financiamento das entidades, diante dos custos de manutenção, pesquisa e estrutura para as campanhas salariais. Votaram sim 374 empregados (68.50%); não, 132 (24.18%), havendo 40 (7.33%) abstenções.