O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro voltou a realizar, nesta terça-feira (7), mais uma ação de fiscalização em conjunto com o Procon-RJ para cobrar que os bancos cumpram a Lei Antifilas e garantam o direito de clientes e usuários ao atendimento presencial. A iniciativa também busca combater o fechamento de agências físicas e defender os empregos da categoria bancária.
Desta vez, a fiscalização ocorreu em agências localizadas no Catete e contou novamente com a presença do deputado estadual Carlos Minc (PSB), autor da Lei Estadual nº 7.720/2017, que estabelece o tempo máximo de espera para atendimento em agências bancárias e dos Correios: até 20 minutos em dias normais e 30 minutos em vésperas e dias posteriores a feriados. O parlamentar também é o idealizador da campanha “Cumpra-se”, em defesa do respeito aos direitos da população.
“Verificamos que o tempo de espera nas filas das agências, desde a retirada da senha até o atendimento, chegava a quase duas horas”, afirmou o diretor do Sindicato Herbert Correa, que participou da fiscalização.
Idosos são os mais prejudicados
O Procon-RJ autuou as agências fiscalizadas por descumprimento da legislação que estabelece o tempo máximo de espera nas filas. Em uma agência do Itaú, a fila se estendia até o lado de fora da unidade.
“Os maiores prejudicados são os idosos, que têm mais dificuldade para acessar as plataformas digitais. É importante ressaltar que nossa atividade visa não apenas garantir o direito de clientes e usuários ao atendimento presencial, mas também defender os empregos da categoria bancária. Ao fechar agências e demitir trabalhadores, os bancos sobrecarregam os funcionários que permanecem nas unidades em funcionamento”, destacou o diretor de Saúde do Sindicato, Edelson Figueiredo.
O dirigente também criticou o aumento do adoecimento da categoria em razão da sobrecarga de trabalho provocada pela redução do número de empregados e de agências.



