CLÁUSULAS SOCIAIS

Sindicatos defendem jornada 4×3 e cobram garantia de direitos no teletrabalho e para PcDs

Entre as cláusulas sociais debatidas pelo Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na última quinta-feira (2), esteve a reivindicação da adoção da jornada de quatro dias de trabalho por três de descanso (4×3) para a categoria, proposta aprovada na 28ª Conferência Nacional dos Bancários. A pauta da reunião também incluiu a ampliação de direitos no teletrabalho e para as Pessoas com Deficiência (PcDs).
O Comando Nacional destacou que o avanço da automação e o uso de novas tecnologias no sistema financeiro tornam viável a implementação da escala 4×3. Segundo a representação dos trabalhadores, a redução da jornada poderia gerar mais de 429 mil novos empregos bancários, o que representaria um aumento de 103% no número de trabalhadores do setor.
Durante a negociação, a Fenaban voltou a rejeitar a assinatura de um pré-acordo que garantisse a manutenção dos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), caso as negociações não sejam concluídas até 31 de agosto.
O movimento sindical reivindica também o aumento da contratação de PcDs, a garantia de oportunidades de ascensão profissional e o abono de faltas para trabalhadores com deficiência, bem como para pais e mães de crianças com deficiência, quando houver necessidade de acompanhar tratamentos ou exames dos filhos.
O Comando Nacional também cobrou que os bancos garantam efetivamente o direito à desconexão no teletrabalho, impedindo o envio de mensagens e demandas de trabalho durante intervalos, períodos de descanso, feriados, férias e licenças legais ou convencionais.
As fraudes e os golpes digitais também estiveram na pauta da negociação.