A Campanha Nacional dos Bancários 2026 já está em andamento. No Rio de Janeiro, o Sindicato dos Bancários realiza atividades e mobilizações desde o início do ano. Mas o lançamento oficial da campanha no Município ocorrerá na próxima quinta-feira, 9 de julho. A data da atividade teve de ser transferida em função da greve dos rodoviários na cidade, cujo movimento recebeu o apoio do Sindicato dos Bancários. A entidade divulgou nota oficial em solidariedade à categoria.
Antes disso, na segunda-feira (6), será realizado o Dia Nacional de Luta. O objetivo da atividade nacional é pressionar os bancos para a rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), marcada para terça-feira (7), em São Paulo. Na pauta, as revindicações da categoria referente ao emprego.
Fechamento de agências e demissões
Nos últimos anos, os bancos intensificaram o fechamento de agências físicas em todo o país. Somente em 2025, o processo de reestruturação nos sistema financeiro nacional fechou 8.600 unidades, reduzindo em aproximadamente 37% a rede bancária, que passou de cerca de 23 mil para pouco mais de 14 mil agências.
Além do fechamento das unidades, aproximadamente 9 mil postos de trabalho foram eliminados somente no ano passado. Se forem considerados também os desligamentos por pedido de demissão e por Programas de Demissão Voluntária (PDVs), o total de saídas chegou a 45.382 trabalhadores.
Para o movimento sindical, essa política compromete o atendimento à população e aumenta a sobrecarga dos bancários que permanecem nas agências. Os maiores prejudicados são os idosos e as pessoas com dificuldade de acesso ou de utilização dos canais digitais.
Reivindicações da categoria
A rodada de negociação desta terça-feira (7) será dedicada aos temas relacionados ao emprego. A minuta de reivindicações, aprovada na 28ª Conferência Nacional dos Bancários e referendada em assembleias realizadas em todo o país, prevê o fim do fechamento de agências físicas e das demissões.
O movimento sindical também reivindica mecanismos de proteção ao emprego, visando conter a extinção de unidades bancárias, que reduz o acesso da população aos serviços e aumenta a pressão e a sobrecarga sobre os trabalhadores.
Outra proposta da categoria é a redução da jornada de trabalho, sem diminuição dos salários. A reivindicação prevê a adoção da escala 4×3 — quatro dias de trabalho e três de descanso por semana — em substituição ao atual modelo de cinco dias trabalhados e dois de folga. Segundo as entidades sindicais, a medida já vem sendo adotada com êxito em alguns países europeus e contribuiria para melhorar a qualidade de vida dos bancários, reduzir o adoecimento e estimular a criação de novos postos de trabalho.
“A redução da jornada, além de contribuir para diminuir o adoecimento da categoria, pode aumentar a produtividade. Isso é perfeitamente viável, desde que os bancos deixem de colocar o lucro acima de tudo”, ressaltou o presidente do Sindicato, José Ferreira.
Campanha Nacional 2026 – Calendário de atividades e negociações
Segunda-feira (6/7) – Dia Nacional de Luta.
Terça-feira (7/7) – Negociação sobre emprego entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, em São Paulo.
Quarta-feira (8/7) – Negociação sobre cláusulas sociais com a Caixa e primeira rodada de negociações no BB
Quinta-feira (9/7) – Lançamento oficial da Campanha Nacional dos Bancários 2026 no Rio de Janeiro.