A Caixa Econômica Federal adotou, nesta terça-feira (3), uma medida considerada intimidatória e extremamente prejudicial aos seus empregados e empregadas. A empresa inseriu em seu sistema interno uma série de termos que, entre outros compromissos, desvinculam as premiações recebidas no âmbito do programa Super Caixa de qualquer outra verba de natureza salarial.
“Com essa medida, esses prêmios deixam de incidir sobre férias, 13º salário, Previdência e outras parcelas remuneratórias. Trata-se de uma decisão que prejudica os trabalhadores e gera perdas financeiras. O nosso Sindicato encaminhou um ofício à direção da Caixa registrando nossa discordância e indignação em relação ao Termo de Adesão, que promove alterações unilaterais no programa Super Caixa em prejuízo dos empregados”, afirmou o diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e representante da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Rogério Campanate.
Sem saber se atingiu a meta
Com a decisão da empresa, quem não assinar os termos não terá acesso ao sistema de acompanhamento das próprias vendas de produtos. Na prática, isso impedirá o trabalhador de saber se atingiu as metas estipuladas pelo banco para fazer jus às recompensas do programa Super Caixa. “Os bancários da Caixa foram surpreendidos com um termo de adesão às novas condições do Programa Super Caixa, sem qualquer possibilidade de registrar discordância”, criticou Campanate.
Sindicato reage
O Sindicato entende que as verbas pagas pelo programa Super Caixa possuem natureza salarial e, portanto, devem integrar a remuneração dos trabalhadores.
Caso a direção da Caixa não reveja essa mudança, a ausência de integração dessas parcelas à remuneração, bem como a alteração contratual imposta por meio do termo de adesão encaminhado aos empregados, será objeto de ação judicial coletiva a ser proposta pelo Sindicato.