BANCO DO BRASIL

Negociação avança na Cassi, mas sindicatos cobram solução para questões estruturais

Representação dos funcionários apoia modelo híbrido de financiamento, mas reivindica solução para o pós-laboral dos admitidos após 2018 e para egressos de bancos incorporados. Nova reunião será na próxima terça-feira (9)

A representação dos funcionários do BB, associados da Cassi, reconheceu avanços nas negociações, mas cobrou respostas para questões estruturais relevantes Foto: Contraf-CUT

Representantes dos funcionários e da direção do Banco do Brasil voltaram a se reunir nesta quarta-feira (3), em Brasília, para dar continuidade às negociações sobre o custeio da Cassi. O encontro teve como objetivo discutir alternativas que garantam a sustentabilidade da Caixa de Assistência e avançar na construção de um modelo de financiamento capaz de atender às demandas dos associados.

Busca por solução equilibrada

Durante a reunião, o Banco do Brasil propôs aprofundar o debate técnico sobre um modelo híbrido de custeio. Segundo a instituição, ainda existem divergências em relação ao formato apresentado.

A representação dos trabalhadores recebeu a posição com surpresa. De acordo com as entidades, a expectativa era obter um retorno sobre as críticas e os apontamentos feitos na reunião anterior, uma vez que há consenso quanto à necessidade de construir uma alternativa que não esteja vinculada exclusivamente à remuneração dos funcionários.

As entidades reafirmaram a importância de ampliar os estudos e as simulações para avaliar os impactos de cada proposta e construir uma solução equilibrada, sustentável e duradoura para a Cassi.

Valores do novo modelo

O diretor executivo de Bancos Públicos do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Alexandre Batista, que participou da reunião, afirmou que as negociações avançam, mas destacou que a representação dos trabalhadores ainda precisa analisar os valores envolvidos no novo modelo.

“As mudanças são necessárias e fundamentais para garantir a perenidade da Cassi. No entanto, precisamos construir um formato que onere o mínimo possível o conjunto dos associados e que elimine a segregação atualmente imposta aos funcionários admitidos após 2018 e aos trabalhadores oriundos de bancos incorporados. Na próxima semana apresentaremos nossos estudos e alternativas para viabilizar essa proposta”, explicou Alexandre.

Questões sem solução

A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, ressaltou que as negociações precisam contemplar temas que permanecem sem definição.

“É fundamental avançar em questões que seguem sem solução, como o custeio da assistência à saúde no período pós-laboral dos funcionários admitidos após 2018 e a garantia definitiva de filiação à Cassi para os colegas egressos de bancos incorporados”, afirmou.

Outro ponto destacado pela representação dos trabalhadores foi a necessidade de assegurar uma solução permanente para os funcionários oriundos de bancos incorporados pelo Banco do Brasil, garantindo o acesso desses colegas ao Plano de Associados da Cassi.

Nova reunião

Ao final do encontro, ficou definida uma nova rodada de negociações para a próxima terça-feira (9), quando as partes darão continuidade às discussões.

Para as entidades representativas dos funcionários, a construção de uma solução duradoura para a Cassi depende do diálogo permanente e do compromisso do Banco do Brasil com a manutenção da assistência à saúde dos trabalhadores da ativa e dos aposentados.

*Com Informações do site da Contraf-CUT