Debate sobre a Previ abre segundo dia do Congresso dos Funcionários do BB

Diretores eleitos da Previ falam sobre importância de ampliar o diálogo com o associado. Foto cedida pela Contraf-CUT.

As palestras dos diretores eleitos da Previ, a Caixa de Previdência, Lissane Holanda (Planejamento), Alencar Ferreira (Administração) e Wagner Nascimento (Seguridade), marcaram a primeira mesa de debates desta quinta-feira (18/6), segundo dia do 36º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (36º CNFBB). Ambos ressaltaram a importância da escuta ativa e da transparência como pilares para o fortalecimento da entidade. Frisaram que o foco deve ser a proteção e o cuidado em todas as fases da vida, e o compromisso com o associativismo e a inovação tecnológica no relacionamento com o público.

O diretor executivo da Secretaria de Bancos Públicos do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e membro da Comissão de Empresa do Banco do Brasil pela Federa-RJ, Alexandre Batista, disse que a escuta atenta de todos os delegados, refletiu a certeza da solidez do plano de previdência e a concordância com os caminhos apontados pelos eleitos. “Estaremos em consonância com a valorização dos funcionários da Previ, as políticas que otimizem cada vez mais os seus recursos e a ampliação do canal com os aposentados e pensionistas”, afirmou.

Matéria publicada no site da Contraf-CUT relatou que Lissane Holanda destacou em sua análise que a Previ é pioneira na política de relacionamento, no setor de fundos de pensão do país. “Essa antecipação de criar uma estrutura de comunicação mais avançada, que inclui a escuta ativa, atendimento humanizado, experiência do cliente e transparência dos resultados traduz o compromisso de colocar o associado e seus familiares no centro das decisões”, reforçou.

No entanto, destacou que é preciso evoluir as ações de comunicação para melhorar o alcance sobre os associados e associadas do Previ Futuro, composto em sua maioria por pessoas que estão em fase de acumulação. “Essa nossa missão, de orientar os colegas na gestão de seus patrimônios, é um compromisso constante e precisa ser reforçada de forma a contemplar nossos diferentes públicos, com especial atenção para os do Previ Futuro, melhorar neles a cultura previdenciária e incutir o conceito do associativismo e do cuidado que fez da Previ o que ela é hoje: um dos maiores fundos de previdência do mundo, o maior da América Latina e que hoje tem zero possibilidade de equacionamento”, registrou.

Melhorar a comunicação com o associado – O texto da Contraf-CUT informou, ainda, que Alencar Ferreira, também recém empossado diretor eleito de Administração, complementou a fala de Lissane, reforçando a necessidade de aprimorar a estratégia de comunicação, com destaque para o segmento dos aposentados. “Já estamos criando um projeto direcionado para melhorar a nossa comunicação com os aposentados, onde precisamos aperfeiçoar a nossa interação e lembrar que é graças ao nosso modelo – que defende o associativismo, paridade de representação na gestão da Previ e que 100% dos funcionários e técnicos sejam oriundos do banco – que a Previ é o fundo de pensão robusto que é hoje”, pontuou.

Alencar lembrou que a atuação forte do movimento sindical bancário foi também responsável pelo histórico da Previ de instituição segura e com uma gestão comprometida com os interesses das associadas e dos associados. “Além de afastar riscos de interferências externas, o movimento sindical contribuiu para que várias pautas de interesse dos associados fossem incorporadas pela Previ, como a revisão da fórmula PIP, uma das conquistas mais recentes e construída ao longo de anos de debate nas mesas de negociação. Agora, nós vamos avançar para melhorar ainda mais a revisão da PIP, porque queremos trazer o PDG e a PLR para a contribuição 2b”, completou.

Inovação no atendimento – Por fim, Wagner Nascimento, diretor eleito de Seguridade, destacou que a Previ alcançou a marca histórica de R$ 300 bilhões em ativos totais, considerando todos os planos (Plano 1, Futuro, Capec, Família, PGA). Ele enfatizou que a missão institucional é oferecer segurança financeira contínua, utilizando ferramentas de transparência como o Painel de Desempenho e a Carta do Gestor.

Um dos pontos altos da fala de Wagner foi o anúncio de novas facilidades tecnológicas, como a evolução do chatbot Previx, que agora oferece assessoria escrita diretamente pelo WhatsApp. O diretor de Seguridade eleito da Previ destacou ainda que a Previ conta atualmente com 175 associadas e associados com mais de 100 anos. “Esse número tende a subir ainda mais em poucos anos, porque atualmente temos cerca de 4 mil associados entre 90 e 99 anos nos planos da Previ. Além disso, mais de metade dos nossos associados do Plano 1 tem mais de 70 anos”, completou.

Mas, apesar desses dados que comprovam a solidez da entidade, Wagner apontou que ainda existem funcionários do BB que não conhecem os benefícios de ser associado do plano de previdência. “No corpo a corpo, que realizamos nas bases, temos mostrado dados de que o Previ Futuro somado ao INSS resulta em benefício que é maior do que 100% da reposição salarial. Entre os aposentados atuais da Previ, com pelo menos 20 anos de contribuição, o resultado é 105% de reposição média”, destacou, concluindo sua apresentação destacando que o movimento sindical tem também o importante papel de auxiliar a Previ na ampliação da cultura previdenciária entre os colegas do banco.

Para o coordenador da mesa e representante da Fetrafi Nordeste da CEBB, Ricardo Dantas, a apresentação dos diretores eleitos da Previ reforçou que o futuro da Previ depende de diálogo constante e humanizado. “Somente assim, vamos garantir que o protagonismo do associado e da associada seja mantido, para continuar evoluindo nos desafios de gerir uma entidade centenária e com um público que vive cada vez mais e melhor”, pontuou.

*Com informações da Secretaria de Comunicação da Contraf-CUT.