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Vida além do trabalho: o povo quer o fim da escala 6 x 1

Protesto teve caminhada da Candelária à Cinelândia. Tema interessa aos bancários, já que há 12 projetos no Congresso Nacional propondo aumento da jornada da categoria, inclusive com trabalho aos sábados

Trabalhadoras e trabalhadores de várias categorias foram as ruas nesta segunda-feira (25) para exigir o fim da escala 6 x 1. No Rio, teve caminhada na Rio Branco, no Centro Fotos: Nando Neves

Trabalhadoras e trabalhadores de todo o país realizaram, nesta segunda-feira, 25 de maio, manifestações em apoio ao projeto que prevê o fim da escala 6 x 1, atendendo ao chamado das centrais sindicais e dos movimentos sociais. A proposta, apoiada pelo governo Lula, vem enfrentando resistência da extrema direita e de setores do Centrão, que articulam apoio a outro projeto que prevê a ampliação da jornada semanal de 44 para 52 horas e adia para 2036 qualquer discussão sobre o fim da escala 6 x 1.

Tema interessa aos bancários

No Rio de Janeiro, a mobilização contou com caminhada pela Avenida Rio Branco, da Candelária à Cinelândia. O presidente do Sindicato dos Bancários destacou a importância de a categoria apoiar a redução da jornada sem diminuição de salários. “Alguns bancários nos perguntam por que abraçamos esta reivindicação pelo fim da escala 6 x 1. Esta nossa luta tem duas razões: primeiro, em solidariedade aos milhões de trabalhadores que possuem, quando muito, apenas um dia de descanso na semana, o que é sacrificante e impede as pessoas de conviverem com a família, se dedicarem ao lazer e terem mais qualidade de vida e saúde. Segundo, porque este tema é crucial para a categoria bancária, já que há 12 projetos no Congresso Nacional que pretendem ampliar nossa jornada, inclusive com trabalho nos fins de semana”, explicou Ferreira.

Mulheres são as mais sacrificadas

A presidenta da Federa-RJ (Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro), Adriana Nalesso, vice-presidenta da CUT-RJ, destacou a importância do fim da escala 6 x 1 para as mulheres. “Para as mulheres, essa jornada é ainda mais desgastante, em função da tripla jornada. A redução da escala é essencial para que as mães tenham mais tempo para ficar com seus filhos e filhas”, afirmou.

Adriana também criticou os parlamentares contrários à redução da jornada. Segundo ela, esses setores “não representam os trabalhadores, mas os interesses de empresários, banqueiros e latifundiários”.

“A votação do projeto está prevista para acontecer ainda esta semana. É fundamental a mobilização de toda a classe trabalhadora, nas redes sociais e nas ruas”, completou.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou, na mesma segunda-feira das manifestações, que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6 x 1, poderá ser implementada em até um ano. Já os dois dias de folga por semana passariam a valer 60 dias após a promulgação da proposta, caso seja aprovada pelo Congresso Nacional.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Rio José Ferreira lembra que há no Congresso Nacional 12 projetos que tentam elevar a jornada da categoria bancária, que precisa participar das mobilizações
Foto: Nando Neves

 

Dirigentes sindicais bancários participaram do ato pelo fim da escala 6×1

Fotos: Nando Neves