SITUAÇÃO CRÍTICA

Ventos de mais de 100km/h geram apagão e caos no Rio de Janeiro

Queda de árvores, interrupção em trens e metrô e trânsito parado dificultam volta para casa de milhares de trabalhadores na cidade

Um multidão aguardou do lado de fora a reabertura das estações do metrô para voltar para casa Fotos: Divulgação

O trabalhador passou sufoco para retornar para casa no final da tarde desta quarta-feira, 29 de julho. Fortes rajadas de vento, de mais de 100 km/h, com a chegada de uma frente fria provocaram o caos no Rio de Janeiro e em cidades da Região Metropolitana e parte da Baixada Fluminense. Trens e metrô interromperam a circulação e o trânsito ficou caótico com as vias sem o funcionamento dos sinais de trânsito. Engarrafamento e ônibus superlotados agravaram a situação. Até o fechamento desta matéria, por volta das 19 horas, a linha 2 do metrô não havia voltado a circular. A situação mostrou uma verdade que o carioca já sabe: sem trens e metrô não existe mobilidade urbana no Rio e Baixada.

Não há informações oficiais de feridos.

A cidade entrou em Estágio 2 de alerta.

Além das regiões do Rio, na Baixada Fluminense há relatos de falta de energia.

Light foge de responsabilidade 

A Light, empresa privatizada, esclareceu que houve uma falha externa no sistema, “sem relação com a operação da concessionária”, e que as regiões mais afetadas foram: Zona Sul, Centro e Tijuca. Houve queda de energia também na Barra da Tijuca e em Duque de Caxias.

Defesa Civil e Bombeiros 

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros tiveram 30 ocorrências de cortes de árvores, 26 salvamentos de pessoas e 4 desabamentos, sem relatos de feridos.

Aeroportos

O Aeroporto Santos Dumont fechou para pousos e decolagens.

As operações no Galeão foram mantidas, mas cinco voos tiveram que ser desviados.

A ponte Rio-Niteró alternou períodos de abertura e fechamento da via, aumentando ainda mais os engarrafamentos.

Apesar da ventania, segundo a meteorologia, não há previsão de chuvas para esta noite.

 

Na estação do metrô Uruguaiana, no Centro, população aguarda o retorno da circulação normal para a Linga 2