A categoria dos rodoviários está adoecendo com jornadas longas e infraestrutura de apoio precária.
O caos no trânsito das grandes cidades afeta toda a população. Se sofre aquele que se desloca diariamente na rotina casa-trabalho-casa, que dirá quem conduz o transporte de milhares de passageiros em uma jornada diária de mais de 9 horas, com prejuízos enormes à saúde física e mental.
Em todas as greves de rodoviários surge a suspeita de ser um movimento incentivado pelos donos das empresas de ônibus. Sabemos que os empresários, de forma oportunista, sempre tentam se aproveitar das legítimas reivindicações dos trabalhadores para pressionar o poder público a aumentar o preço das passagens e, assim, elevar ainda mais os seus lucros. Entretanto, isso não significa, de maneira nenhuma, que os rodoviários atuem para favorecer os patrões.
O fato de a paralisação causar alterações na rotina da população não é motivo para deixarmos de lado a nossa solidariedade, enquanto classe trabalhadora, com o movimento grevista.
O fim da escala 6×1 é uma das principais reivindicações da categoria. Além do aumento salarial, os rodoviários entraram em greve também pela redução da jornada para não terem que depender do Senado Federal, que ameaça não votar a PEC sobre a matéria antes das eleições deste ano.
Amanhecemos, nesta quarta-feira, 1⁰ de julho, com a notícia de que a Prefeitura do Rio de Janeiro atuou junto ao TST e conseguiu uma medida judicial para que 80% da frota entrem em circulação. Tal medida, mais do que apoiar a população, visa a enfraquecer o movimento grevista, permitindo que as empresas mantenham a super exploração dos trabalhadores, com baixos salários e jornada exaustiva e adoecedora.
Por tudo isso, o Sindicato dos Bancários do Rio se coloca ao lado dos rodoviários, desejando que a categoria saia vitoriosa nessa luta.
Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro