A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) prometeu, mais uma vez, apresentar uma proposta para as cláusulas econômicas, mas não cumpriu. Na rodada de negociação da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários, realizada na segunda-feira (24), a entidade patronal também atacou a paralisação nacional da categoria, realizada no dia 20 de agosto, e a organização sindical. Os bancos chegaram a recorrer à Justiça para tentar impedir o movimento da categoria. Na rodada anterior de negociação, realizada no dia 18 de agosto, a Fenaban já havia tentado impedir a paralisação, condicionando a continuidade das negociações à desistência do movimento, aprovado por 90% dos participantes das assembleias. “Foi exatamente pela falta de proposta e pelo adiamento das negociações econômicas que a paralisação aconteceu, com boa adesão em todo o país. Os bancos tiveram tempo suficiente para construir uma proposta, mas foram adiando essa discussão. A mobilização dos trabalhadores é consequência da postura da Fenaban”, explicou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional.
Mobilização vai continuar
A Fenaban não apresentou uma proposta concreta para os reajustes das cláusulas econômicas. As negociações específicas nos bancos públicos e privados também estão atrasadas em razão da demora da Federação em apresentar uma proposta global efetiva.
O presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, José Ferreira, que integra o Comando Nacional e participou da reunião, fez uma avaliação de mais esta rodada. “Mais uma rodada de negociação e mais um impasse. A reunião começou com a Fenaban criticando a nossa paralisação e tentando dar uma conotação política ao movimento. Nossa mobilização foi um sucesso. Prova disso é que, pela primeira vez, a Fenaban, enquanto entidade patronal, e não os bancos individualmente, entrou na Justiça contra a paralisação de 24 horas, mas a entidade patronal fracassou”, afirmou.
“Cobramos os índices das cláusulas econômicas, incluindo aumento real, valorização da PLR e dos tíquetes e uma proposta para o piso da categoria. Os bancos pediram um intervalo e decidiram continuar a negociação na terça-feira (25)”, completou Ferreira. O presidente do Sindicato convocou as bancárias e os bancários a manterem a mobilização nas rede sociais e nos locais de trabalho.