LIGADOS NA COPA

Sindicatos conquistam abono de horas da liberação durante jogos do Brasil também no Itaú

Após o Bradesco, Itaú também acolhe reivindicação da categoria sem compensação das horas liberadas. Agora, falta o Santander fazer o mesmo

O Itaú informou nesta terça-feira (16) que irá abonar as horas e liberar seus funcionários durante as partidas da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. O Bradesco já havia confirmado a medida, também sem a necessidade de compensação ou desconto no banco de horas.

“É uma conquista importante e nada mais justo, já que sabemos que a Copa do Mundo tem, para o povo brasileiro, um valor que vai além do esporte. Trata-se de um evento cultural que mobiliza milhões de pessoas em uma verdadeira festa popular”, afirma o diretor executivo do Cultural do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Gilberto Leal.

A medida foi anunciada após a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) atender à solicitação apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), orientando as instituições financeiras a adotarem medidas que permitam aos bancários acompanhar as partidas da Seleção Brasileira. Além da flexibilização da jornada, o Itaú acolheu a reivindicação da representação dos trabalhadores pelo abono das horas, garantindo que os funcionários possam torcer pelo Brasil sem qualquer compensação ou prejuízo.

Horários durante os jogos

De acordo com a orientação encaminhada pela Fenaban aos bancos, nos dias em que os jogos da Seleção Brasileira começarem às 14h, as agências funcionarão das 9h às 12h. Quando as partidas tiverem início às 16h, o atendimento ao público será realizado das 10h às 14h. Já nos jogos marcados para as 17h, as agências abrirão às 10h e encerrarão o expediente às 15h.

A recomendação é que os bancários sejam dispensados do trabalho com antecedência mínima de uma hora em relação ao início das partidas.

No caso dos empregados em teletrabalho, a Fenaban orienta que seja garantido o direito à desconexão entre, no mínimo, 30 minutos antes do início dos jogos e até 15 minutos após o término das partidas.

Para quem trabalha presencialmente, os bancos poderão, sempre que possível, transferir os empregados para o regime de home office ou aplicar a mesma regra de liberação antecipada prevista para os trabalhadores das agências.

Sindicato cobra o mesmo do Santander

Como tem ocorrido em diversas negociações, o Santander é sempre o banco mais intransigente e ainda não confirmou a adoção do abono de horas durante os jogos da Seleção Brasileira sem necessidade de compensação. O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro mantém contato com o banco para garantir aos funcionários o mesmo direito já assegurado pelos demais grandes bancos privados: a liberação para acompanhar as partidas sem necessidade de compensação das horas posteriormente.