Na última sexta-feira, 29 de maio, ocorreu uma reunião entre representantes da área de TI, da área de Pessoas da Caixa Econômica Federal e diretores do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro para tratar do retorno ao trabalho presencial dos empregados da DESOL (Diretoria de Soluções).
Os empregados da unidade estavam em regime de home office integral desde 2020 e haviam sido comunicados sobre a implementação do modelo híbrido de trabalho, com início previsto para o dia 18 de maio deste ano. Após a comunicação do retorno, o Sindicato solicitou a realização da reunião.
Decisão já tomada pelo banco
Durante o encontro, o Sindicato questionou a justificativa apresentada pela empresa relacionada ao chamado “senso de pertencimento”. Foi destacado que diversas equipes atuam de forma distribuída, inclusive com integrantes localizados em diferentes cidades e estados, o que enfraquece o argumento do banco de que “o simples retorno ao trabalho presencial seria capaz de promover maior integração entre os trabalhadores”. Em resposta aos questionamentos apresentados pelo Sindicato, os representantes da Caixa deixaram claro que não haverá manutenção do regime de trabalho 100% remoto para a DESOL. Segundo a Caixa, a decisão já está tomada e as justificativas para a adoção do modelo híbrido vão além da questão do chamado “senso de pertencimento”. A empresa destacou ainda que, “no último ano, foram admitidos mais de 1.000 novos empregados e que a estratégia da DESOL seria promover maior aproximação entre os recém-admitidos e os empregados mais antigos”. Os gestores argumentam que a convivência presencial facilitaria a troca de experiências e o entendimento dos processos e atividades desenvolvidos na Caixa. Também foi alegado pela empresa que nem todas as equipes estariam apresentando desempenho considerado adequado no modelo integralmente remoto.
Filhos PCDs
O Sindicato também levou à discussão a situação dos colegas que pleitearam a manutenção do regime de 100% de home office, incluindo empregados oriundos da TEIA e pais de pessoas com deficiência (PCD). Foram relatadas reclamações sobre a ferramenta utilizada para solicitação, especialmente em razão da exposição de dados pessoais e sensíveis a diversos usuários, além da insatisfação de trabalhadores que tiveram seus pedidos indeferidos.
Em resposta, os gestores informaram que, nos casos envolvendo pais de PCD, “já existe um fluxo específico a ser tratado diretamente com a área de Pessoas da Caixa”. Informaram ainda que, mesmo quando as solicitações foram encaminhadas via GID (Gerência de Implementação e Desenvolvimento), elas teriam sido posteriormente direcionadas à área responsável.
Quanto à questão da confidencialidade e da exposição de informações pessoais, os representantes da empresa afirmaram que o FAQ encaminhado aos empregados orientava que essas situações deveriam ser tratadas diretamente junto ao Atendimento Pessoas. Apesar da informação de que o ciclo de avaliações relacionado ao retorno híbrido já foi encerrado, a empresa assegurou que situações envolvendo questões de saúde e filhos PCD continuam sendo analisadas por meio do Atendimento Pessoas.
Oriundos do TEIA
O Sindicato também questionou a situação dos bancários oriundos da TEIA que atuam em localidades distantes dos polos de TI da Caixa. Em resposta, os gestores afirmaram não haver interesse da empresa na perda desses profissionais e informaram que tais casos vêm sendo tratados por meio do cadastramento de Unidades de Apoio. Segundo a empresa, essas Unidades de Apoio também estão sendo utilizadas para atender empregados vinculados aos programas Hackathon e CaixaVerso. “Foi assegurado que todos os empregados que se encontram em regime de sobreaviso continuarão tendo garantidos os acessos remotos necessários, inclusive durante os períodos de trabalho presencial, evitando deslocamentos adicionais até os prédios da Caixa para atendimento de demandas fora do expediente regular”, ressaltou a diretora do Sindicato, Carla Guimarães. Outro ponto destacado pelo Sindicato diz respeito à preocupação dos trabalhadores com a violência nas cercanias do prédio do Passeio Corporate, um dos principais fatores de receio em relação ao retorno presencial. “A segurança dos trabalhadores não pode ser tratada como questão secundária”, disse a diretoria do Sindicato, Carla Guimarães. Foi lembrado também que, no último ano, o vereador Leonel de Esquerda, a pedido da entidade, protocolou duas solicitações de reforço do policiamento na região e o Sindicato cobrou também para que a empresa atue institucionalmente junto aos órgãos competentes para reforçar a segurança no entorno do prédio para todos os empregados, inclusive os que retornam às atividades presenciais.
Procure o Sindicato
O Sindicato seguirá acompanhando o tema e orienta aos empregados e empregadas que enfrentarem dificuldades relacionadas às autorizações ou ao cadastramento das Unidades de Apoio a procurarem a entidade sindical para acompanhamento e encaminhamento junto à empresa.