Sindicato cobra CAT e assistência a bancários do Itaú após assalto em agência de Campo Grande

Foto: Divulgação
Estilhaços na agência da Estrada Rio do A, próximo ao viaduto Prefeito Alim Pedro, em Campo Grande: Sindicato exige CETs e assistência para todos os bancários e bancárias da unidade

 

Carlos Vasconcellos

Imprensa SeebRio

Bandidos invadiram, na tarde da última terça-feira (9), uma agência do Itaú localizada na Estrada Rio do A, próximo ao viaduto Prefeito Alim Pedro, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Durante a ação, um funcionário teria sido mantido como refém por um dos criminosos, o que gerou pânico entre clientes e bancários.

A diretora do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Jô Araújo, esteve no local e conversou com os trabalhadores. “Cobramos do Itaú a emissão da CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho – referente ao assalto e outra para garantir uma licença, de modo que todos os bancários tenham acesso à assistência psiquiátrica e psicológica em razão do trauma causado pelo crime”, afirmou a dirigente. O banco anunciou que um psicólogo seria enviado à unidade na quarta (10) para assistir aos funcionários.

Segundo Jô, o banco precisa assumir sua responsabilidade na proteção das pessoas.

“O Itaú tem que garantir a segurança dos bancários, clientes e usuários, não apenas do seu patrimônio físico”, destacou.

Ela também criticou a falta de políticas públicas de segurança no estado. “A política de segurança do governador Cláudio Castro (PL) é um desastre. Nossa cidade está entregue ao crime organizado do tráfico de drogas e das milícias e a Zona Oeste vive uma situação dramática. As pessoas saem de casa para trabalhar sem saber se vão voltar. A única ação do atual governo é matar jovens pretos nas favelas e comunidades,  prática que expressa o racismo estrutural do estado e que não resolve essa violência terrível que apavora tanto a nós cariocas, completou jô.