Foi realizada no último domingo (31), na orla de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, uma manifestação em defesa de um futuro sustentável para o planeta. A categoria bancária participou do ato público, representada pela diretora executiva de Meio Ambiente do Sindicato dos Bancários do Rio, Cida Cruz, o dirigente da entidade, Marcelo Rodrigues e o diretor da Federa-RJ (Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro), Jacy Menezes,
Dia da Mata Atlântica
O protesto integrou as celebrações do Dia Nacional da Mata Atlântica, comemorado em 27 de maio, e deu continuidade à programação iniciada com o seminário “Transição Justa e Empregos Verdes: uma Estratégia Sindical”, realizado nos dias 28 e 29 de maio, em São Paulo.
“A importância do seminário e da manifestação em Copacabana é trazer o debate sobre a transição energética para a classe trabalhadora, de forma que possamos construir uma estratégia para preservar a Mata Atlântica e proteger a vida das pessoas e do planeta. A sociedade precisa buscar soluções agora para promover um desenvolvimento sustentável por meio da economia verde, porque o futuro está sendo semeado neste momento”, afirmou Cida Cruz.
Participação de entidades
O seminário e as manifestações contaram com a participação de diversas entidades ligadas ao debate da transição energética, entre elas o INEEP, a OIT, o MAB, o MST, o DIEESE, a Confederação Nacional dos Urbanitários (CNU), além da Contraf-CUT e da CUT.
Uma das principais preocupações manifestadas pelos participantes foi o futuro do planeta e da classe trabalhadora diante da atuação de poderosos grupos econômicos nacionais e internacionais ligados ao agronegócio e a mineração. Este último, tem gerado uma crise geopolítica no mundo, com os EUA tentando intervir na soberana dos povos para controlar os chamados minerais de terras raras, fundamentais para a ampliação das novas tecnologias, como a Inteligência Artificial.
“Existe uma preocupação com o avanço da extrema direita, financiada por grandes grupos econômicos, como o agronegócio e as mineradoras, que não demonstram preocupação com a preservação da vida no planeta, mas apenas com a acumulação de capital que beneficia as classes dominantes”, alertou Cida.
A dirigente sindical destacou ainda a urgência da construção, pela sociedade e por governos comprometidos com o desenvolvimento sustentável, de um projeto que una o respeito ao meio ambiente, transição energética e geração de empregos, assegurando os direitos trabalhistas e sociais.
Como exemplo, ela citou a necessidade de garantir direitos à categoria dos catadores de materiais recicláveis.
“O avanço das empresas petroleiras e a concentração de renda nos preocupam. Por isso, em um ano eleitoral, é fundamental eleger o maior número possível de parlamentares comprometidos com as causas sociais e ambientais e com a soberania do Brasil”, acrescentou.
Debates vão continuar
Ao final das atividades, foi aprovado o compromisso de dar continuidade ao debate sobre transição justa e empregos verdes nos diversos estados do país.
Homenagem a Daniel Gaio
Durante o seminário, a CUT prestou homenagem ao companheiro Daniel Gaio, falecido no último dia 30 de maio. Reconhecido como um dos principais defensores da construção de uma política de Transição Justa no Brasil, Gaio foi lembrado pelos participantes por sua dedicação à causa ambiental e aos direitos dos trabalhadores.