ENDIVIDAMENTO

Selic tem leve queda mas mantém Brasil com um dos maiores juros do planeta

 

Carlos Vasconcellos

Imprensa SeebRio

A decisão do Comitê de Política Monetária ( Copom)de reduzir a taxa Selic, a Taxa Básica de Juros em 0,25 ponto percentual, levando-a para 14,5% ao ano, era esperada pelo mercado. No entanto, o Brasil se mantém como uma das mais altas taxas de juros do mundo.

Dívidas aumentam 

A consequência dos juros altos prejudica a economia brasileira, já que é grande o endividamento dos trabalhadores: 82 milhões de brasileiros estão negativados no SPC.

As empresas também ficam impossibilitadas de promover novos investimentos, o que inibe a geração de empregos e renda para as famílias.

O Brasil encerrou 2025 com um recorde histórico de 8,9 milhões de empresas inadimplentes, acumulando R$ 213 bilhões em dívidas.

Superado apenas pela Rússia

Só ganham com juros altos e o modelo rentista que se perpetua no país há décadas, os banqueiros e especuladores.

Com taxa real de 9,33% ao ano, somente a Rússia figura s frente do Brasil, que está em guerra contra OTAN na Ucrânia e sofre um embargo econômico do Ocidente, chegando 9,67%.  Atrás do Brasil estão México (5,09%) e África do Sul (4,62%).