EM BUSCA DA SUSTENTABILIDADE

Representantes do funcionalismo propõem medida emergencial para recompor reservas da Cassi

Proposta dos trabalhadores apresentada ao Banco do Brasil prevê contribuição transitória para garantir a estabilidade financeira do plano e a continuidade das negociações sobre mudanças estruturais

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEFBB) e demais entidades representativas dos funcionários do Banco do Brasil se reuniram com a empresa nesta terça-feira (9), em Brasília, em busca de soluções para as demandas dos usuários da Cassi.

Um dos principais temas debatidos no encontro foi a necessidade de recomposição das reservas obrigatórias da Caixa de Assistência.

A coordenadora da mesa de negociações, Fernanda Lopes, apresentou à representação do banco a proposta de criação de uma medida emergencial para evitar problemas financeiros no curto prazo. A iniciativa consiste na elaboração de um memorando de entendimento que estabeleça uma contribuição transitória do Banco do Brasil e dos associados, com o objetivo de recompor as reservas da Cassi e assegurar maior estabilidade às contas da entidade.

“A recomposição das reservas da Cassi é uma medida necessária para garantir estabilidade financeira no curto prazo e evitar que a entidade enfrente dificuldades enquanto seguimos discutindo as questões estruturais do plano. A ideia é que a contribuição transitória crie as condições para que possamos avançar nas negociações com responsabilidade, preservando os direitos dos associados e a sustentabilidade da assistência à saúde dos trabalhadores do Banco do Brasil”, destacou Fernanda.

Avançar com segurança

Segundo as entidades representativas, a medida permitirá que as negociações avancem com mais segurança, criando as condições necessárias para aprofundar o debate sobre os temas estruturais que ainda não alcançaram consenso entre as partes e que deverão compor a proposta de reforma estatutária a ser submetida ao corpo social.

Definição do custeio

Entre os principais pontos defendidos pelos bancários estão: a construção de uma solução para o custeio do período pós-laboral dos funcionários que ingressaram no Banco do Brasil a partir de 2018, o direito de filiação ao plano dos trabalhadores oriundos de bancos incorporados e os impactos das alterações promovidas pela Instrução Normativa nº 649/2025 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O diretor executivo de Bancos Públicos do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e representante da CEFBB, Alexandre Batista, fez uma avaliação de mais esta rodada de negociação. “É fundamental que o banco realize a contribuição transitória que propomos em mesa, para que possamos nos debruçar com tranquilidade e responsabilidade sobre as mudanças necessárias para a perenidade da Cassi. As mudanças requerem inúmeras avaliações atuariais/financeiras e estar sob a pressão do tempo para as negociações deste ano não nos ajudará a obter bons resultados. Resolvida provisoriamente essa questão, as demandas necessárias, tais como os pós 2018 e os incorporados, além do formato de custeio, serão esmiuçados e debatidos em mesa permanente, para fazermos uma proposta de reforma de estatuto robusta e eficaz”, explica Alexandre.

Próxima reunião 

Os representantes do Banco do Brasil se comprometeram a analisar a proposta apresentada pelos trabalhadores e a apresentar um posicionamento na próxima rodada de negociações, agendada para o dia 23 de junho.

Solidez da Cassi

Para o movimento sindical, a construção de uma solução para a recomposição das reservas é fundamental para preservar a solidez da Cassi e garantir que o debate sobre o futuro do plano ocorra de forma responsável, com foco na manutenção dos direitos dos associados e na sustentabilidade da assistência à saúde dos trabalhadores e aposentados do Banco do Brasil.

Texto com informações do site da Contraf-CUT