Professores do Rio acusam Eduardo Paes de querer retirar direitos dos profissionais da educação

Foto: Sepe-RJ
Pelo menos dois mil servidores da Educação do Município do Rio participaram da assembleia que aprovou greve por tempo indeterminado

 

Carlos Vasconcellos 

Imprensa SeebRio 

Na última segunda-feira (25), um protesto de servidores na frente da sede da Prefeitura terminou com policiais lançando bombas de efeito moral e confronto. 

Pela manhã, cerca de dois mil profissionais da categoria decidiram votar a favor de uma greve por tempo indeterminado.

O motivo é o Projeto de Lei 186/2024, do prefeito Eduardo Paes, que amplia a quantidade de aulas para os professores e altera uma série de direitos dos profissionais do setor. 

Os manifestantes tentaram ainda bloquear a Avenida Presidente Vargas e houve detenções de alguns professores que participaram do protesto.

Invasão da Câmara

Na terça-feira (26), grevistas imvadiram o plenário da Câmara de Vereadores, na Cinelândia, pouco depois das 19h. O protesto foi pacífico e conseguiu retirar a votação de pauta desta semana. 

Está prevista para esta quinta-feira (28), um reunião entre parlamentares e representantes da categoria.

Nova assembleia

O Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação) anunciou para esta sexta-feira (29) uma nova assembleia da categoria.

A Prefeitura do Rio alega que tem dialogado com a categoria e informou que a Secretaria Municipal de Educação seguirá normalmente o planejamento normal do calendário letivo. 

Mudanças do projeto 

Em greve por tempo indeterminado, os profissionais querem o arquivamento do Projeto de Lei 186/2024, que amplia a quantidade de aulas para os professores. 

Se aprovada, a proposta modifica o plano de carreira da categoria, alterando benefícios como férias e a licença especial, conhecida como licença-prêmio.

Reivindicações dos servidores

Os profissionais da educação do município querem ainda a revogação da Lei 8666/2024, que aumenta para até seis anos os contratos temporários na rede pública. 

Parlamentares contrários ao projeto, atendendo aos servidores, tentam mudar alguns pontos polêmicos, como a revogação da licença especial; a ⁠alteração do cálculo da hora-aula; a ⁠ampliação da renovação dos contratos temporários e a suspensão da contagem do estágio probatório durante licenças e afastamentos.

Velhas práticas

O impasse na educação não é novidade no Município do Rio de Janeiro. O prefeito Eduardo Paes é conhecido por não valorizar os servidores públicos e por ampliar a terceirização e contratação temporária em várias áreas fundamentais, como no caso da saúde e da educação.