Carlos Vasconcellos
Imprensa SeebRio
Que os serviços da concessionária MetrôRio vêm piorando, a população do Rio de Janeiro já percebeu: são caros, muitas vezes com composições sem ar-condicionado e superlotadas e escadas rolantes que ficam sem funcionar durante meses. Usuários da estação Uruguaiana reclamam que o acesso para a Avenida Presidente Vargas permanece frequentemente fechado “para reparos”.
As queixas dos usuários
Neste ano, a escada rolante ficou mais tempo quebrada do que funcionando. “Esse acesso na Uruguaiana, no Centro, está sempre fechado. Acho que desta vez já tem uns seis meses sem funcionar. Noto que estações de regiões mais nobres, como Ipanema e Leblon, têm reparos mais rápidos e funcionam melhor”, disse uma usuária que preferiu não se identificar.
Um estudante universitário, que também não quis revelar o nome, criticou a privatização do metrô. “Essas empresas concessionárias tornam as passagens mais caras e, ao longo dos anos, vão piorando os serviços. Veja o caso da SuperVia: a empresa japonesa encheu as burras de dinheiro, sucateou o serviço e depois abandonou a concessão, deixando o povo carioca em maus lençóis”, afirmou. A empresa japonesa Mitsui, do grupo GUMI Brasil (Guarana Urban Mobility Incorporated), anunciou em 2023 a intenção de deixar a concessão da SuperVia, o que acabou se concretizando naquele ano.
Sem resposta
A imprensa do Sindicato tentou contato com o MetrôRio, por meio do número de atendimento ao cliente (0800 595 1111), para saber quando o acesso à Presidente Vargas, na estação Uruguaiana, voltará a funcionar normalmente e por que permanece mais tempo interditado do que aberto ao público. No entanto, não obteve resposta. A ligação reproduz apenas a mensagem de que o número está “sobrecarregado”, sendo encerrada em seguida.