Os bancos, mais uma vez, frustraram as expectativas dos bancários na mesa de negociação da Comissão Bipartite de Acompanhamento da Cláusula de Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho, realizada na segunda-feira (27), na sede da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O assédio moral foi o tema principal discutido pela Comissão. Os representantes dos bancários ressaltaram a importância da estratificação dos dados de denúncias sobre assédio moral e outros casos de adoecimentos no ambiente de trabalho e a redução do prazo para a solução das denúncias. “Nós precisamos de uma apresentação semestral dessas informações, pois precisamos analisar as denúncias e ter uma visualização melhor sobre o que está transitando e outros tipos de situações ligadas ao assédio moral e saúde do trabalhador”, explicou Walcir Previtale, secretário de Saúde da Contraf-CUT.
Para os sindicalistas, os bancos têm condições de dar uma resposta sobre as denúncias de assédio em, no máximo para 30 dias.
A análise das denúncias recebidas pelo movimento sindical aponta para o aumento do adoecimento psicológico da categoria, inclusive com um número maior de atitudes suicidas.
Os representantes dos trabalhadores entendem que o instrumento vai além de ser um receptor de denúncias e tem como objetivo trabalhar na evolução dos métodos de prevenção de conflitos e melhorias de condições de trabalho.
“O assédio moral é um dos problemas mais graves na categoria. Não é possível que os bancos não avencem e continuem sem atender as nossas reivindicações, ainda mais num tema que repercute diretamente na saúde das pessoas”, critica a presidenta do Sindicato do Rio, Adriana Nalesso.