Carlos Vasconcellos
Imprensa SeebRio
Informações da Contraf-CUT
Finalmente as negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos trabalhadores do Santander, aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), foram encerradas na quarta-feira (14). A redação final do acordo ainda está sendo concluída. A previsão é de que as assembleias para aprovação do acordo pelos funcionários sejam realizadas no próximo dia 22 de setembro (quinta-feira). As informações para participação dos bancários do Rio na assembleia você confere, em breve, aqui em nosso site.
Houve avanços
As negociações foram uma das mais duras da categoria. O banco espanhol estava irredutível em alguns pontos. Mas houve avanço: como a retirada da proposta do Santander de desconto dos valores pagos em programas próprios na parcela adicional da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o que trazia prejuízos para os funcionários, pois resultaria em um valor menor a ser pago aos bancários a título de participação nos lucros.
O banco queria compensar os valores pagos em programas de distribuição de lucros mantidos por algumas instituições financeiras na parcela adicional da PLR. O Comando Nacional dos Bancários rechaçou a proposta fazendo com que o banco retirasse a proposta da mesa de negociação.
Itens não atendidos
Pontos importantes, no entanto, não foram atendidos pelo Santander, como o fim da terceirização e a manutenção do compromisso de diálogo sobre o Fundo Banespa de Seguridade Social (Banesprev) e a Caixa Beneficente dos Funcionários do Banco do Estado de São Paulo (Cabesp).
“Vamos continuar lutando pelas pautas que não foram atendidas pelo banco e só conseguiremos ter êxito se os bancários participarem de uma forte mobilização para que o Santander mantenha o diálogo com a representação sindical”, disse o diretor do Sindicato do Rio e membro da COE (Comissão de Organização dos Empregados), Marcos Vicente.
Pontos positivos do Acordo
- Extensão do período de amamentação de nove para 12 meses, podendo ser usufruído pelo pai ou pela mãe;
- Manutenção do pagamento de PLR e Programa Próprio sem compensação de um pelo outro, como pretendia o banco;
- Inclusão de uma cláusula de repúdio à violência contra a mulher onde o banco se compromete a apoiar bancárias vítimas de violência;
- Termo de relações laborais para prevenir e coibir o assédio moral e sexual;
- Reajuste do valor das bolsas de graduação e pós-graduação pelo INPC em 2023 e 2024;
- Validade do acordo 1º de setembro de 2022 a 31 de agosto de 2024;
- PPRS reajustado em 2022 em 8% que será pago em fevereiro de 2023 em parcela única no valor de R$ 3.355,73;
- Em fevereiro de 2024, será pago o valor reajustado pelo INPC do período, mais 0,5%;
- Estão mantidas as faixas de renda do PPRS – o banco queria subir de 13% para 16%; de 13% a 23% para 16% a 26% e acima de 23% para 26%.
Pontos negativos do acordo
O banco se manteve irredutível e não aceitou interromper o processo de terceirização de funcionários do banco para outras empresas da holding e também não aceitou renovar os termos de compromisso do Banesprev e da Cabesp, o que sinaliza uma postura de indisposição ao diálogo. O movimento sindical permanecerá e fortalecerá a luta na defesa da Cabesp e do Banesprev.
Calendário
- 22 de setembro: Data prevista para as assembleias.
- 27 de setembro: Data prevista para a assinatura do acordo (em São Paulo, na matriz brasileira do Santander).
- 30 de setembro: Pagamento da variável e PLR e adicional do VA, além dos salários já reajustados.