A Central Única dos Trabalhadores (CUT) encerrou a sua 16ª Plenária Nacional convocando os 950 delegados e delegadas para o 14º Congresso Nacional da entidade, que será realizado em outubro de 2023. Com o lema “Organização e Unidade para Lutar”, o encontro realizado por meio virtual em função da pandemia da Covid-19, foi encerrado no último domingo (24) expondo os desafios do movimento sindical nas lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores diante das transformações do capitalismo global e do mundo do trabalho.
O vice-presidente da CUT, Vagner Freitas disse que não há democracia sem sindicatos e defendeu o impeachment de Bolsonaro e a eleição de Lula para presidente do país em 2022.
“Bolsonaro quando foi eleito disse que ia acabar com o MST e com a CUT, mas a nossa central não só não acabou, como está mais forte. Ele é que está derretendo. As pesquisas mostram isso. A nossa Central segue forte, grande e vamos continuar representando a classe trabalhadora. Quem estará fora é este genocida. Se não tiver impeachment agora, faremos o julgamento de Bolsonaro nas urnas em 2022 elegendo Lula presidente”, disse.
Em nosso site, você confere, na íntegra, a participação do ex-presidente Lula na Plenária cutista.
Contra o racismo
Revoltas Negras, Exclusão racista, Racismo Recreativo e Necropolítica foram temas de quatro vídeos curtos para lembrar o processo de desigualdade entre brancos e negros e que resultam no genocídio de pessoas negras, no encarceramento em massa, na pobreza e na violência contra as mulheres negras.
No final do evento, foi apresentado um vídeo em homenagem ao educador Paulo Freire, respeitado no mundo inteiro e atacado pelas milícias digitais da extema-direita fascista.
Sindicatos fortes, sociedades avançadas
A importância do movimento sindical para a consolidação da democracia e o desenvolvimento econômico e social, defendido na Plenária Nacional da CUT é confirmada por estudos acadêmicos. O cientista polonês Adam Przeworkski confirma a tese e lembra que os países mais desenvolvidos mostram que sindicatos fortes ajudam na consolidação de uma sociedade mais justa e avançada, como no caso dos países nórdicos – Noruega, Dinamarca e Suécia – que estão sempre disputando os maiores Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs) do mundo. Os melhores exemplos de democracia e desenvolvimento humano do mundo estão relacionados à capacidade de organização de luta dos trabalhadores, através dos sindicatos.
“Em uma sociedade de mercado, sempre haverá algum nível de injustiça social e desigualdade. Talvez os países onde há menos desigualdade sejam aqueles que têm sindicatos fortes, onde a classe operária está organizada em um sindicato que tem recursos, que tem seus jornais e suas instituições. Falo, sobretudo, dos países escandinavos, onde os sindicatos têm muito peso frente às empresas. É inegável que, em outros países, a sociedade é muito mais desigual”, conclui o pensador.
Legenda: MAIS VIVO DO QUE NUNCA – No encerramento da 16ª Plenária Nacional da CUT, os participantes celebraram a vitalidade do movimento sindical na defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores