A marca “Itaú” é a mais valiosa entre todos os bancos e demais empresas no Brasil este ano, segundo pesquisa do Brand Finance (relatório anual que lista as marcas mais valiosas e mais fortes do país), chegando a US$ R$ 9,9 bilhões (R$ 49,5 bilhões), um sinal da excelente saúde financeira, lucratividade e estabilidade. Em seguida vêm o Banco do Brasil, US$ 5,0 bilhões (R$ 25 bilhões) e Bradesco, US$ 4,7 bilhões (R$ 23,5 bilhões).
No entanto, é com desrespeito e pouco caso que o maior banco privado do país trata os responsáveis pela primeira colocação, que são as bancárias, os bancários e os clientes, fechando milhares de agências, demitindo, e, assim, aumentando as filas nas que ficaram abertas, a sobrecarga de trabalho e restringindo o atendimento.

Maria Izabel Menezes, diretora do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e uma das coordenadoras da Comissão de Organização dos Empregados (COE), frisa que o valor de marca foi alcançado graças aos excelentes resultados do banco conquistados pelo trabalho dos bancários e pela cobrança de tarifas e juros aos clientes.
“A contradição é que o Itaú não valoriza e trata quem colocou sua marca como primeira, com atendimento precário, graças ao fechamento de agências, deixando inúmeros bairros sem serviço bancário, principalmente periféricos, demitindo e, como consequência, sobrecarregando quem trabalha nas agências que ficaram abertas tendo que atender os clientes das que foram extintas”, denunciou Izabel.

Acrescentou, ainda, que o Itaú reservou uma “surpresa” para os bancários, que, mesmo tendo batido as metas absurdas, receberam avaliação baixa de desempenho. Na avaliação da dirigente este artifício pode ser uma forma de preparar futuras dispensas.
Mais valiosas – Segundo matéria do Poder 360, entre as 10 marcas mais valiosas do Brasil, cinco são instituições financeiras: Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Nubank e Caixa Econômica Federal. Essas cinco são as primeiras colocadas no ranking. Entre as 100 marcas mais valiosas do Brasil, 16 são instituições financeiras. Essas 100 empresas são avaliadas, no total, em US$ 90,2 bilhões (R$ 451 bilhões), um aumento de 14% em relação ao ano anterior.
“A economia digital do Brasil está se tornando uma parte cada vez mais importante desse cenário. O Pix transformou a forma como consumidores e empresas movimentam dinheiro, acelerando a adoção dos pagamentos digitais a um ritmo impressionante e fortalecendo a inclusão financeira em todo o país”, afirmou o Brand Finance.
