
O Bradesco, de forma unilateral e sem diálogo com a representação do movimento sindical, alterou a nomenclatura da antiga função dos gerentes administrativos, responsáveis pela chamada retaguarda — caixas, tesouraria e caixas eletrônicos — que passaram a dar suporte à gerência comercial.
Sujeitos às metas
No entanto, não foi apenas o nome da função que mudou. Denúncias de funcionários indicam que, na nova função de GNA (Gerente de Negócios e Atendimento), esses empregados estão sobrecarregados e acumulando atribuições. Além disso, ao contrário do que o banco prometeu durante a apresentação da mudança, também estão submetidos à pressão para o cumprimento de metas abusivas.
“Os gerentes administrativos, que passaram a dar suporte aos gerentes comerciais, estão, na prática, sem qualquer treinamento, sujeitos às mesmas metas deles. Trabalham com acúmulo de funções, sem receber equiparação salarial à altura de suas atividades, e o banco não oferece alternativa aos trabalhadores, numa exploração injusta e desumana”, afirmou o diretor do Sindicato e representante da COE (Comissão de Organização dos Empregados), Leuver Ludolff.
Sindicato cobra providências
O Sindicato defende que o banco adote medidas para acabar com a superexploração dos GNAs. “Vamos solicitar à COE Nacional uma reunião para tratar desse problema, que é muito grave. Após reunião com o Bradesco, avaliaremos os desdobramentos”, acrescentou Leuver.