Resistência. Esta é a palavra que define o 2º Encontro do Coletivo LGBTQIA+ dos Bancários do Estado do Rio de Janeiro, que será realizado no dia 28 de junho (domingo), às 10h, na AABB-Tijuca (Associação Atlética Banco do Brasil).
Para o diretor do Sindicato, Herbert Correa, a realização da segunda edição do evento representa uma importante conquista da categoria. “Chegar ao segundo Encontro do Coletivo LGBTQIA+ dos Bancários é, antes de tudo, a prova de uma resistência que tem endereço: o nosso Sindicato. É um espaço que existe, se fortalece e continua crescendo”, afirmou o dirigente.
“Mais do que celebrar o Dia do Orgulho LGBTQIA+, a categoria comemora a conquista de um espaço coletivo, construído por bancárias e bancários que se recusam a abandonar a luta por respeito, direitos e pelo fim da discriminação e da violência”, acrescentou o dirigente sindical.
Como nasceu o coletivo
O coletivo surgiu de uma necessidade concreta. A LGBTfobia no ambiente de trabalho não é abstrata: ela se manifesta no silêncio imposto às vítimas, no assédio que deixa de ser denunciado por medo, nas promoções que não chegam e nos apelidos ofensivos que muitos ainda insistem em tratar como “brincadeira”. Infelizmente, essas práticas continuam presentes na realidade dos bancos.
“Ter um coletivo organizado dentro do Sindicato significa fazer com que essas experiências ganhem nome, pauta e força de negociação”, destacou Herbert.
Segundo ele, a realização do segundo encontro demonstra que a iniciativa deixou de ser uma ação isolada para se consolidar como uma mobilização permanente da categoria.
Magnitude do evento
Herbert também destacou a importância de promover um evento dessa dimensão em um espaço historicamente ligado aos trabalhadores do Banco do Brasil e à sociedade.
“Reunir a categoria em torno de um encontro dessa magnitude, em um espaço de qualidade como a AABB, justamente na data mais simbólica do calendário LGBTQIA+, também é um gesto político: afirmar que lazer com dignidade, pertencimento e visibilidade fazem parte dos direitos que o Sindicato deve garantir a todas as pessoas trabalhadoras”, ressaltou.
“Convidamos cada bancária, cada bancário, LGBTQIA+ ou aliado, a estar presente no dia 28. Porque o orgulho não se celebra sozinho, e a luta não se faz em silêncio”, concluiu o dirigente sindical.