Parlamentares de partidos da extrema direita e centro-direita manifestaram críticas à proposta de redução da jornada sem diminuição salarial. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, declarou ser contrário à medida e defendeu que os trabalhadores sejam remunerados exclusivamente pelas horas efetivamente trabalhadas. Na prática, segundo ele, esse modelo substituiria o pagamento mensal fixo por uma remuneração baseada apenas no tempo trabalhado. O senador também se manifestou favoravelmente à ampliação da jornada semanal para até 52 horas.
Já o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a proposta durante discurso no Plenário da Câmara dos Deputados. “Quando tiver demissão em massa, quando aumentar o preço dos produtos, quando o empreendedor tiver que demitir, esse dia vai ser maravilhoso”, declarou.
Após a aprovação da PEC na Câmara, Nikolas e outros parlamentares do PL ironizaram o resultado, afirmando defender uma suposta “escala 4×3”. A declaração foi interpretada por apoiadores da proposta como uma reação à derrota da posição contrária à redução da jornada.