Trazer de volta as Gerências de Filial de Gestão de Pessoas (Gipes) para tratar do processo de escolha da rede credenciada por região, atendendo às necessidades do usuário. Esta foi a reivindicação feita novamente pelos representantes dos empregados no Grupo de Trabalho (GT) que discute melhorias nos serviços do plano Saúde Caixa, em reunião com a Caixa Econômica Federal, na quarta-feira (13/9).
No início do encontro o banco insistiu na forma centralizada de escolha da rede, que passou a ser feita em Brasília, ou em Belo Horizonte, ou repassadas para as agências, após a extinção das Gipes. Mas, ao final, ficou de avaliar a solicitação e dar uma resposta em nova reunião. As Gipes tinham outras funções importantes, como, por exemplo, a contratação e treinamento de pessoal, saúde do trabalhador, desligamento e licenças.
“O processo anterior era melhor, porque asseguraria um acompanhamento mais próximo das prestadoras, dos usuários e suas necessidades, voltando a ser feito inteiramente por empregados da Caixa, e não de maneira terceirizada”, explicou Sérgio Amorim, o Serginho, diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e um dos representantes dos empregados no GT.
Informações negadas
A bancada dos trabalhadores reiterou a cobrança de dados mais globais sobre todo o funcionamento do plano, tanto os financeiros, quanto, por exemplo, os relativos a número de atendimentos, com faixa etária, tipo de doenças, entre outros. “A Caixa tem negado estas informações argumentando que fornecê-las seria quebrar o sigilo médico.Mas não queremos detalhes sobre o tratamento que faz cada pessoa, mas números que nos deem uma ideia mais exata e ampla sobre as necessidades dos associados do Saúde Caixa, além dos dados financeiros e da gestão do plano”, explicou Serginho. Acrescentou que estas informações serão vitais para que a consultoria a ser contratada para assessorar no processo de negociação, possa fazer uma análise criteriosa ajudando na formulação de propostas a serem debatidas no GT. A Caixa ficou de avaliar.