Sem mobilização, não há conquistas. Com esta certeza e o mote da Campanha Nacional 2026 “Movidos Pela Luta” colocados em prática,hhy bancárias e bancários de todo o país aprovaram uma paralisação de 24 horas para esta quinta-feira (20). A decisão foi tomada em assembleia online realizada na segunda-feira (17), antecedida de uma plenária virtual para tirar dúvidas da categoria em relação às negociações com os bancos. Na base do Rio de Janeiro, de um total de 1.808 votantes, 1.760 rejeitaram a proposta da Fenaban e apenas 28 aprovaram, tendo ainda 20 abstenções. Em relação à greve de 24h, 1.709 votaram a favor e apenas 32 contra, com 67 abstenções.
“Após apresentar um cenário de ameaça em relação à competição de mercado através da concorrência com as plataformas digitais e cooperativas, os bancos propuseram uma parceria com os sindicatos dos bancários para levar ao Congresso Nacional, um projeto de mudanças no sistema financeiro para uma isonomia nas condições dadas em relação à essas outras instituições do setor. Apresentamos algumas condições para esta proposta, como a garantia dos empregos dos bancários e o fim de fechamento de agências, o que foi rejeitado pelos bancos”, explicou o presidente do Sindicato, José Ferreira, acrescentando que após esta argumentação, a representação dos bancos apresentou a proposta com perda de direitos, o que foi rejeitado em mesa pelo Comando. Ferreira criticou ainda o fato de que os valores da PLR da categoria não acompanham os lucros do setor financeiro.
Atendimento presencial
A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, disse que existe demanda para o atendimento presencial nos bancos. “Percebemos um fluxo muito maior nas agências em início de mês nos bairros, em função da presença dos aposentados nas agências. Há também no Brasil cerca de 17 milhões de brasileiros que ainda não têm internet”, acrescentou Nalesso, citando dados oficiais do IBGE.
Na plenária foram apresentados também, os impasses nas mesas dos bancos públicos.
Cadê a proposta, Fenaban?
Na última negociação do Comando Nacional dos Bancários com a Fenaban realizada na quinta-feira passada (13), os bancos fizeram uma proposta indecente à categoria: congelamento do piso de ingresso para os novos bancários, reajustes diferenciados para três faixas salariais e valor dos tíquetes conforme o custo de vida das regiões. Os bancos chagaram a ameaçar ir ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), tentando impor a sua proposta. A intransigência levou o Comando a indicar a assembleia para votar a paralisação de 24h. Os bancários defendem aumento real de salários, valorização da PLR e nos tíquetes, fim do fechamento de agências e manutenção dos empregos, combate às metas abusivas e ao adoecimento dos empregados, melhores condições de trabalho e de saúde e igualdade de oportunidades. O Comando Nacional também não abre mão da mesa única e da cobertura dos direitos e conquistas da Convenção Coletiva de Trabalho para toda a categoria.
A próxima mesa de negociação com a Fenaban é nesta terça-feira (18). No mesmo dia, publicaremos aqui em nosso site, o resultado nacional das assembleias.
