Em assembleia virtual, pela plataforma Zoom, realizada na noite desta quinta-feira (25/6), bancárias e bancários aprovaram as contas do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, relativas ao exercício de 2025. Foram 92 participantes, sendo 91 votos favoráveis, nenhum contrário e apenas uma abstenção.
O primeiro tesoureiro do Sindicato, Jorge Lourenço, o Jorginho, explicou detalhadamente o balanço, que teve um superávit de R$ 588.816,83, superando uma situação bastante adversa do ano anterior de déficit de R$ 914.779,58. Acrescentou que o resultado se deveu ao esforço significativo da diretoria do Sindicato de redução de 22,06% das despesas administrativas (sem que isto significasse queda da qualidade da atividade sindical); à quitação do Programa de Recuperação Fiscal (Refis), gerando um acréscimo das receitas diversas de 132%; e ainda um aumento das receitas judiciais de 29,47%, a maior parte devido ao crescimento do número de acordos firmados como parte das Comissões de Conciliação Prévia (CCV) que passou de $R$ 925.879,63 em 2024 para R$ 1.463.338,89.
Aumentar a sindicalização – Jorginho frisou, no entanto, que, se por um lado esta última receita é bem-vinda, por outro gera uma perda mais à frente pois são bancários e bancárias que foram demitidos, e que fizeram acordos, cujo cálculo foi conferido pelo Sindicato, sendo que a maioria não retorna aos quadros da entidade. O dirigente, e também a segunda tesoureira do Sindicato, Maria Izabel Menezes, frisaram ser fundamental o aumento do número de sindicalizações, já que, mesmo com o superávit, o número de sócios da entidade continua sendo reduzido, em função do fechamento de agências e de demissões.
“Nossa arrecadação com mensalidades segue com redução sobretudo em bancos privados. O número de bancários e bancárias da nossa base em 2024 era de 7.168 e no final de 2025 chegou a 6.439, 10,17% a menos”, alertou Jorginho. Disse que houve aumento de 8,31% na contribuição negocial de privados, mas redução nos bancos públicos devido a erros dos bancos por direcionar valores para outras bases. “Já estamos consertando este problema”, adiantou.
“As demissões também fazem com que os que ficam nas agências abertas acabem adoecendo pela sobrecarga de trabalho e metas e entrando de licença. Isto traz impacto negativo para os colegas e ainda para a receita do Sindicato. A categoria bancária está entre as que mais afetadas por doenças de cunho psicológico”, denunciou o dirigente.

Pressionar pelo fim da 6X1 – Jorginho finalizou a sua fala lembrando da importância da categoria bancária aumentar a sua participação nas mobilizações pela aprovação do projeto, que está para ser votado pelo Senado, já tendo passado pela Câmara dos Deputados, que acaba com a injusta jornada 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso), passando a 40 horas, ou 5X2. Acrescentou, também, a importância das eleições deste ano, quando a categoria bancária vai votar para presidente, governadores, senadores e deputados.
“Não só a nossa categoria, mas todos os trabalhadores devem estar atentos e votar nos candidatos comprometidos com os trabalhadores para não repetir o que vemos hoje que é um Congresso que vota contra os nossos direitos”, ressaltou. Frisou, ainda, que é preciso derrotar o candidato da extrema-direita reelegendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Perdemos muitos direitos no governo passado e não podemos permitir que isto volte a acontecer”, afirmou.

Reeleger Lula e votar em um Congresso voltado para a população – O presidente do Sindicato, José Ferreira, também chamou a atenção para as eleições e destacou ser fundamental a eleição de novos deputados e senadores que votem favoravelmente à ampliação dos direitos dos trabalhadores. Lembrou que há pelo menos seis projetos em tramitação que aumentam a jornada de seis horas dos bancários e que por isto mesmo, a importância de eleger candidatos que votem pela manutenção desta importante conquista histórica.
A presidenta da Federação das Bancárias e Bancários do Estado do Rio de Janeiro, Adriana Nalesso, fez uma saudação à assembleia, frisando que reuniões como esta demonstram o quanto é importante a construção da luta coletiva para fazer avançar nossos direitos. “Por isto mesmo é importante aumentar a pressão para aprovar o projeto que acaba com a desumana jornada 6X1 e a categoria bancária tem que estar presente reforçando estas mobilizações, pois, apesar de ter direitos a uma jornada 5X2, tem sempre alguém na família e amigos que são submetidos a 6 dias de trabalho com apenas um de descanso”, disse.
Manifestação pelo fim da 6X1 em 30 de junho – Lembrou que os sindicatos, as centrais sindicais e os partidos de esquerda estão convocando grandes mobilizações em todos os estados no dia 30 deste mês. “A do Rio de Janeiro será a partir das 8 horas, na Avenida Brasil até o Terminal Gentileza; e ao meio-dia, no Largo da Carioca”. Acrescentou que a CUT criou em seu site (www.cut.org.br) o canal “Na Pressão”, onde você pode participar e cobrar dos senadores a aprovação do projeto.
Senadores do PL –Lembrou que se colocaram contra o PL os três senadores do Rio de Janeiro, todos do PL, partido da família Bolsonaro: Flávio Bolsonaro, Carlos Portinho e Romário. Por causa da pressão, o ex-jogador, mudou de posição, passando a defender o projeto.