Campanha Nacional: CEBB reivindica concurso e valorização dos funcionários

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu com representantes do banco, nesta quarta-feira (8), em uma rodada de negociação da Campanha Nacional 2026, para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A principal pauta do encontro foi a defesa do emprego.
A CEBB reforçou que existe um movimento de mudanças estruturais que estão descaracterizando a função pública do banco. “O cenário hoje é de agências com poucos funcionários, de prefixos sendo agregados e agências transformadas em lojas. Paralelo a esse movimento, ocorre o aumento de correspondentes bancários contratados pelo próprio banco e que atendem clientes que poderiam ser atendidos por funcionários do BB”, destacou a coorenadora da CEBB, Fernanda Lopes.
Diante desse quadro, a Comissão reforçou a reivindicação pela abertura de concursos públicos. Reivindicou, ainda que os colegas de bancos incorporados tenham os mesmos direitos previdenciários (Previ) e de saúde (Cassi) que os demais funcionários do BB.

Segurança bancária

As mudanças estruturais, com prefíxos sendo integrados e transformação de agências em lojas, estão resultando ainda na retirada de mecanismos de segurança tradicionais dos bancos: as portas giratórias e vigilantes. A CEBB defendeu a escala 5×2 para todos os funcionários e que, ainda há espaço para a implementação da escala 4×3 (quatro dias de trabalho para três dias de descanso), respeitando a jornada diária de 6h. Os sindicatos também reivindicaram a “incorporação das comissões”, portanto o direito dos trabalhadores de manterem os valores da comissão, mesmo se o funcionário perder ou deixar o cargo de confiança.
Os membros da CEBB querem que esse direito seja acompanhado da regra dos 10% a cada ano, ou seja, que uma fração de 10% da comissão seja incorporada à remuneração do funcionário a cada ano, até somar 100%. A CEBB reivindicou que o banco derrube o limite de idade de filhos PCDs que necessitam de suporte. Hoje, o ACT possibilita o abono de falta aos funcionários com filhos PCDs de até 14 anos, quando necessitam leva-los para terapias, atendimento médico ou outro tipo de suporte.

Cassi

Em negociação no dia 23 de junho com o BB, a CEBB defendeu que o banco faça um adiantamento de recursos, permitindo a construção de uma solução definitiva para o custeio e a elaboração de uma proposta de reforma estatutária. A proposta contempla, entre outros pontos, a adequação à Instrução Normativa ANS nº 649, o atendimento às exigências da NR-1 e o aperfeiçoamento da governança da entidade.
O banco apresentou uma proposta de aporte extraordinário de R$ 2,3 bilhões, valor considerado necessário para recompor as reservas da Cassi. O montante seria dividido entre o BB e os associados na proporção de 50,26% para o banco e 49,73% para o funcionalismo, com pagamento diferido em 18 meses.
A proposta foi rejeitada pelas entidades representativas dos funcionários, que reiteraram a defesa de uma divisão equilibrada, com participação de 70% do banco e 30% dos associados. Como alternativa, a CEBB propôs que o BB inicie sua contribuição extraordinária já em julho, também parcelada em 18 meses, enquanto a participação dos associados será discutida posteriormente, após consulta ao corpo social, com pagamento diferido em 12 meses. As entidades também defenderam a criação imediata de um grupo de trabalho para elaborar uma proposta de reforma estatutária da Cassi, a ser submetida aos associados ao longo de 2027.