Caixa teria pago obras em mansão de Pedro Guimarães, segundo Folha de S. Paulo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Acusado por funcionárias de assédio sexual, Pedro Guimarães teria feito obras em sua mansão através de empresa que presta serviços para a Caixa

Carlos Vasconcellos

Imprensa SeebRio

 

A Caixa Econômica Federal (CEF) pagou por obras na mansão em que Pedro Guimarães, ex-presidente do banco, mora em Brasília (DF). A denúncia foi feita em matéria pelo jornal Folha de S. Paulo, nesta terça-feira (5). As intervenções teriam sido realizadas em 2020 por uma empresa que mantém contratos com a Caixa para a realização de serviços de manutenção na propriedade do executivo, amigo e aliado político do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os jornalistas que apuraram a informação tiveram acesso às imagens dos trabalhos sendo realizados junto à propriedade de Guimarães.

A obra teria custado aproximadamente R$ 50 mil, segundo funcionários da Caixa.

O que diz a defesa

A realização das melhorias foi confirmada pelo advogado de Guimarães, o criminalista José Luís Oliveira Lima, que alegou que as intervenções foram autorizadas pelo setor de segurança da estatal. A justificativa é de que as obras ocorreram após supostas ameaças recebidas pelo ex-presidente do banco.

A Caixa também afirmou que as obras estão relacionadas à segurança do então presidente e são previstas em normas internas.