Paes também fez um apelo ao presidente Jair Bolsonaro, para que sejam adotadas ações emergenciais de transferência de renda no molde do auxílio emergencial.
“Faço meu apelo ao Bolsonaro e ao Congresso: não é possível, 90% do país no lockdown sem que haja estímulos, medida de transferência de renda e nenhum auxílio para empresários e comerciantes. Ações tomadas no mundo inteiro, até os mais liberais na economia entendem a importância do Estado nesse momento”, afirmou o prefeito.
Por fim, o prefeito disse que não adiantaria ele fechar a cidade sem uma coordenação com o governo do Estado e outras prefeituras da Região Metropolitana.
“Ontem conversei com o Cláudio Castro, disse a ele que é muito difícil que uma cidade como o Rio tomar medidas sem que coordenem com os municípios. As ações no Brasil vêm sendo tomadas por governos estaduais. A cidade do Rio vai tomar suas decisões mas vamos sempre informar e discutir com o governador, esperando que tenhamos uma solidariedade metropolitana”, disse.
Paes concluiu a fala explicando que se os outros municípios vizinhos não aumentarem as medidas restritivas, a taxa de ocupação dos leitos de UTI na capital continuariam com números altos.
“Não é admissível ver a situação, basta ver o número de espera, 80% em Seropédica, Arraial do Cabo, Nova Iguaçu, e a rede municipal de saúde desses lugares não tem enfermaria e hospitais, tendo que recorrer à Região Metropolitana”, concluiu.