A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e os sindicatos definiram com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) que as negociações da Campanha Nacional 2026 dos empregados da empresa deverão começar na primeira semana de setembro. A data da primeira mesa ainda não foi confirmada, mas a previsão é que a reunião ocorra na terça-feira (1º) ou na quarta-feira (2).
A reunião em que os trabalhadores apresentaram suas reivindicações e definiram o calendário de negociações aconteceu na última sexta-feira (21).
Proteção dos direitos
Em função da data-base da categoria ser 1⁰ de setembro, a Contraf-CUT enviou ofício à Finep solicitando que todos os direitos do Acordo Coletivo vigente sejam preservados até o fechamento de um novo acordo, a fim de que os trabalhadores da empresa não fiquem descobertos em relação às suas conquistas.
Participação da Afin
A Associação dos Funcionários da Finep (Afin) participará das negociações junto com a Contraf-CUT e os sindicatos. A presença da entidade deverá fortalecer, nas mesas, a defesa das reivindicações dos empregados e das empregadas da empresa.
Principais eixos
Entre os principais pontos da pauta estão questões relacionadas aos empregados de nível médio, remuneração variável, pautas sociais, saúde e condições de trabalho.
As cláusulas econômicas, como os índices de reajuste e demais verbas remuneratórias, deverão ser definidas na mesa única com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) também será negociada nos mesmos moldes definidos para a categoria bancária.
Emprego e plano de cargos
Entre os temas prioritários da campanha deste ano está a situação dos empregados e das empregadas de nível médio, especialmente em relação ao último concurso público realizado pela Finep.
A representação dos trabalhadores também pretende discutir a possibilidade de construção de um Plano de Cargos e Salários (PCS).
O coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) da Finep e diretor executivo da Contraf-CUT, Jair Alves dos Santos, destacou a importância de que as negociações sejam realizadas presencialmente, principalmente nos debates sobre remuneração e emprego.
“É essencial que a negociação seja presencial, porque existem pontos sensíveis que dependem de detalhes e de um diálogo mais aprofundado entre as partes”, afirmou Jair, em matéria publicada no site da Contraf-CUT.