O Sindicato se reuniu com representantes do BRB nesta terça-feira (25), em mais uma rodada da mesa de negociação de 2026. Entre os temas debatidos estiveram as propostas do banco relacionadas à diversidade, inclusão e equidade, além do combate à violência contra a mulher.
Na mesa, o BRB apresentou uma nova redação para as cláusulas que tratam das políticas de diversidade e inclusão, ampliando compromissos já previstos e incorporando medidas relacionadas à acessibilidade, ao enfrentamento das diferentes formas de discriminação e à participação dos trabalhadores na construção e avaliação dessas políticas.
Diversidade, inclusão e equidade
Uma das principais mudanças está na cláusula 72. A proposta apresentada pelo BRB prevê a manutenção de uma política formal de diversidade e inclusão, com ampla divulgação, acompanhada de programas, projetos e ações destinados à promoção da diversidade, inclusão, acessibilidade, equidade e respeito às diferenças.
A nova redação estabelece que as iniciativas deverão considerar especialmente grupos socialmente minorizados e sub-representados, entre eles mulheres, comunidade LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, população negra e idosos, sem excluir outros recortes e interseccionalidades.
A proposta também prevê a participação de empregados que representem os públicos-alvo na elaboração e avaliação das principais iniciativas de diversidade e inclusão.
Outro ponto é a realização de ações educativas, campanhas, treinamentos obrigatórios e iniciativas de conscientização. Entre os temas previstos estão acessibilidade, combate à discriminação, neurodivergências, diversidade geracional, etarismo, capacitismo, diversidade sexual, saúde mental dos grupos minorizados e respeito às diferenças.
Tolerância zero à discriminação
O texto apresentado pelo banco inclui ainda o compromisso de adoção de uma política de tolerância zero à discriminação racial, LGBTQIAPN+fobia, capacitismo, machismo e demais formas de discriminação.
A proposta determina que denúncias sejam devidamente apuradas por meio de procedimento administrativo adequado e prevê o fortalecimento dos canais destinados a essa finalidade.
Em relação à acessibilidade, o BRB propõe assegurar adaptações razoáveis aos empregados, considerando suas necessidades específicas, a viabilidade técnica e os normativos internos aplicáveis.
Também estão previstos o tratamento confidencial das informações médicas e demais dados pessoais sensíveis dos trabalhadores e a divulgação periódica de informações sobre as iniciativas institucionais de diversidade, inclusão e acessibilidade.
A proposta estabelece ainda ações para incentivar a participação de empregados pertencentes a grupos sub-representados em programas de desenvolvimento profissional.
Comissão Permanente ganha novas atribuições
A negociação também tratou da cláusula 73, referente à Comissão Permanente de Diversidade.
Pela proposta do BRB, o colegiado passa a se chamar Comissão Permanente de Diversidade, Inclusão e Acessibilidade e deverá contar, além de um representante indicado pelo Sindicato, com empregados que representem marcadores de grupos sub-representados.
A Comissão terá como atribuição orientar, acompanhar e propor medidas relacionadas às políticas de diversidade, inclusão, acessibilidade e equidade no BRB, além das demais competências estabelecidas em regulamentação própria.
A alteração amplia o escopo da Comissão e cria um espaço permanente para acompanhamento das políticas adotadas pelo banco.
Combate à violência contra a mulher
A pauta de combate à violência contra a mulher também integrou a rodada de negociação desta terça-feira. Para o Sindicato, o enfrentamento à violência e ao assédio e a construção de um ambiente de trabalho livre de discriminação precisam estar acompanhados de mecanismos efetivos de prevenção, acolhimento, proteção e responsabilização.
Da Redação