Confirmando a sua intenção frustrada de melar as negociações, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) teve rejeitado pela Justiça do Trabalho de Brasília, o seu pedido de interdito proibitório, que visava fixar multa de R$ 100 mil para cada sindicato, por estabelecimento que aderisse à greve de 24 horas do dia 20 de agosto. A ação dos bancos, com pedido de liminar, foi rejeitada pelo juiz Denilson Bandeira Coelho, da 20ª Vara do Trabalho da capital federal.
Movida contra a Contraf-CUT e a Contec, a ação teria alcance nacional. O objetivo era inviabilizar a paralisação através das pesadas multas. A iniciativa revela o tamanho do descaramento dos bancos. Nas mesas, posam de defensores do diálogo, criticam “a judicialização” e cobram que o movimento sindical negocie. Mas, quando a categoria exerce seu direito constitucional de se mobilizar, a máscara cai e os bancos correm à Justiça para tentar intimidar os trabalhadores. Não querem negociar, mas impor e transformar a mesa numa encenação.