RESPEITEM A CATEGORIA

Bancários param 24h para cobrar da Fenaban proposta digna e a não retirada de direitos

No Rio, bancários aderem ao movimento, reivindicando aumento real, PLR, fim do fechamento de agências, das demissões e do adoecimento da categoria

Cliente fotografa cartaz avisando a população da paralisação de 24 horas da categoria bancária,. Ela relatou que fez o registro para divulgar a greve em suas redes sociais e avisar familiares, vizinhos e amigos Foto: Nando Neves
Federa-RJ e sindicatos juntos na paralisação da categoria
Foto: Robson Monte

Bancárias e bancários de todo o país realizaram nesta quinta-feira, 20 de agosto, um dia inteiro de paralisação em protesto contra a postura intransigente da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e dos bancos públicos nas mesas de negociação. A categoria atendeu à convocação do Comando Nacional e dos sindicatos e aderiu fortemente ao movimento, em protesto contra o fechamento de agências, as demissões e a falta de uma proposta digna para as reivindicações econômicas e sociais, além da cobrança por melhores condições de saúde e de trabalho. Para piorar os bancos sinalizam com a retirada de direitos e ameaçam levar a campanha 2026 para o TST (Tribunal Superior do Trabalho) em vez de uma solução negociada, cujo histórico mostra ser sempre prejudicial para os trabalhadores.

O protesto no Rio

No município do Rio de Janeiro, os bancários apoiaram integralmente a atividade promovida pelo Sindicato, demonstrando indignação com a postura dos bancos nas mesas de negociação, tanto na Fenaban quanto nas discussões dos acordos específicos dos bancos públicos.

A manifestação também defende o direito da população ao atendimento presencial nas unidades bancárias, prejudicado pelo fechamento de agências e pela redução do número de empregados. “Esta é uma paralisação de advertência para cobrar da Fenaban e dos bancos públicos a retomada das negociações e uma postura séria na mesa de negociação, com respeito à categoria. Além de afrontar o Comando Nacional, os bancos estão enrolando e não apresentam propostas que valorizem a categoria. Os bancos estão afrontando, acima de tudo, os bancários e as bancárias, que estão em sintonia com o Comando da categoria e indignados com essa postura. Por isso, a adesão é grande e esta mobilização é um sucesso”, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, José Ferreira.

O protesto contou ainda com a presença e o apoio do vereador do PT e candidato a deputado estadual Leonel da Esquerda.

Respeito e dignidade

O vice-presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Vinícius de Assumpção, participou da atividade no Centro da capital fluminense e também criticou a postura dos bancos nas negociações. “Esta paralisação de 24 horas de hoje se resume, na verdade, a uma palavra: respeito. É o que a categoria está exigindo dos bancos, que chegam à mesa e querem congelar o piso, escalonar e dividir os reajustes e retirar direitos, colocando em risco a nossa unidade nacional, que reúne bancários dos bancos públicos e privados. A mesa única é uma estratégia construída ao longo de décadas e que garantiu direitos e conquistas para toda a categoria, em todo o país”, destacou Vinícius.

“Nós exigimos uma proposta digna, de valorização do trabalho, com aumento real, PLR condizente com o crescimento dos lucros e o fim das metas que adoecem, além das demissões, que humilham o trabalhador”, completou o dirigente.

Categoria indignada

A presidenta da Federa-RJ (Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro) e vice-presidenta da CUT-RJ, Adriana Nalesso, também expressou a indignação da categoria com a postura dos bancos. “É inacreditável o que está acontecendo: os bancos ostentam lucros recordes ano após ano, cobram juros entre os mais altos do mundo, fecham centenas de agências e simplesmente ignoram quem faz essa máquina de lucros girar: a categoria bancária. Enquanto as diretorias das instituições financeiras comemoram bilhões em lucros e metas batidas, o trabalhador enfrenta sobrecarga, adoece com a pressão diária e, no momento do reconhecimento, a resposta das instituições é a ausência total de uma proposta decente”, afirmou Adriana.

Apoio da população

O Sindicato do Rio distribuiu uma Carta à População explicando os motivos da paralisação de 24 horas e recebeu o apoio de trabalhadores e usuários dos bancos, que apresentaram muitas queixas contra o fechamento de agências e a falta de funcionários nas unidades para o atendimento presencial. Entre os mais prejudicados estão os idosos, que encontram maiores dificuldades para utilizar as plataformas digitais, além de clientes que têm receio de golpes, que vêm crescendo de forma preocupante no país nas operações bancárias digitais.

“Nosso protesto é também contra o fechamento de agências e a falta de funcionários para o atendimento, situação que sobrecarrega os bancários que continuam trabalhando nas unidades que permanecem abertas e prejudica o atendimento à população, que tem apoiado integralmente a nossa mobilização”, explicou José Ferreira.

Acompanhe aqui, em nosso site, todas as informações sobre a paralisação e as negociações na Fenaban e nos bancos públicos.

Ronald Carvalhosa (E), José Ferreira, Rogério Campanate (de costas) e Sérgio Amorim avaliam a paralisação de 24 horas no Rio: mobilização nacional é um sucesso

Foto: Robson Monte

No Safra, a faixa cobrando valorização nos tíquetes refeição e alimentação, uma das revindicações da minuta da categoria

Foto: Nando Neves

Maria de Fátima e Arnaldo Malquias, na pralisação no Santander
Foto: Nando Neves

Edelson Figueiredo (E) e Jorge Lourenço na paralisação do Itaù: categoria está no limite por causa do adoecimento causado pelas metas

Foto: Nando Neves

Wanderlei Ferreira, do Sindicato, e Almir Aguiar, da Contraf-CUT na paralisação do Bradesco Prime

Foto: Nando Neves

 

Agência da Caixa não funcionou. Na calçada o Brasil desigual de lucros gigantescos dos bancos e miséria nas grandes cidades

Foto: Nando Neves

Os dirigentes sindicais, Carla Guimarães e Caco: na mesa específica, os empregados cobram também uma solução para o Saúde Caixa

Foto: Nando Neves

Dirigentes do Sindicato no protesto da agência do Itaú: lucros recordes e desrespeito à categoria na mesa de negociação. Gilberto Leal (E) criticou a postura dos bancos

Foto: Nando Neves

Maria de Fátima e Arnaldo Malaquias no protesto em uma agência do Santander, no Centro do Rio

No Banco do Brasil, as agências também não abriram nesta quinta-feira (20 de agosto)

No Bradesco, a faixa cobrando a valorização da PLR para todos os bancários e bancárias

Foto\: Nando Neves

Ronald Carvalhosa, Maria Izabel, José Ferreira, Adão Pires, Ronaldo Fernandes e o funcionário do Sindicato, Aroldo

Leuver Ludolff (E), diretor do Sindicato e COE do Bradesco, aponta para a faixa cobrando o aumento real de salários para toda a categoria

Foto: Nando Neves

O diretor do Sindicato Adriano Campos explica os motivos da paralisação nos bancos
Foto: Nando Neves